Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 11/10/2021

Clive Steples Lewis, autor de uma das maiores obras da literatura infanto-juvenil, as Crônicas de Nárnia, nunca frequentou a escola. No contexto nacional atual, a adoção da educação domiciliar pelas famílias brasileiras vem aumentado grandemente, dado sua maior publicidade graças à mídia. A legalização da modalidade no Brasil colaboraria no melhor desenvolvimento intelectual das crianças e jovens sem, até mesmo, prejudicar o trabalho dos profissionais docentes.

Em primeiro plano, a rede regular de ensino nem sempre foi a educadora de pessoas que hoje são consideradas bilhantes em meio a sociedade. Graham Bell, inventor do telefone, e Thomas Edison, criador da lâmpada elétrica, por exemplo, foram educados em seus lares. Logo, vê-se a capacidade de grande desenvolvimento intelectual e cognitivo dentro do “homeschooling”.

Em contra-partida com o vigente pensamento por maior parte da sociedade de que haverá diminuição ou até mesmo erradicação do emprego dos professores com o sucesso da legitimação do “homescholing”, têm-se a existência da necessidade de um profissional para o preparo dos materiais utilizados por cada aluno, seja ele membro de uma escola ou praticante da educação domiciliar. Além de que, nem sempre os pais que optam por adotar essa modalidade com seus filhos são seus licenciadores, evidenciando-se, mais uma vez, a utilidade dos profissionais docentes.

Dado o exposto, é notória a importância de legalizar a educação domiciliar no Brasil por meio do STF, juntamente com o MEC (Ministério da Educação), às famílias brasileiras, liberando, também, os jovens que desejarem deixar a escola para adotar a modalidade; exigindo apenas, por fim, o diploma de Ensino Médio a todos os estudantes que forem educados em casa ao atingirem a maioridade. Dessa forma, colaboraremos com o pleno desenvolvimento intelectual e educacional da sociedade brasileira, sem tirar ou prejudicar, portanto, o trabalho dos professores.