Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Na Grécia antiga, muitos filósofos, como o pensador Platão, criaram academias de ensino destinadas ao compartilhamento de seus conhecimentos, de um modo semelhante ao realizado em escolas. Todavia, um novo modelo educacional, no Brasil, foi permitido, pois o governo federal aprovou a educação domiciliar, que é realizada por responsáveis dos indivíduos ou tutores. Entretanto, esse modelo educacional possui problemas, dado que afeta a socialização dos sujeitos e pode ser realizado por pessoas sem a capacitação necessária.

A priori, o ser humano é um ser social, na qual a sua interação com outros indivíduos possui um papel determinante em seu comportamento. Nesse sentido, o sociólogo francês Émile Durkheim defendia que os cidadãos apreendem a se relacionarem com outras pessoas a partir das atividades realizadas na sociedade. Logo, a educação domiciliar oferece problemas a esse aspecto, porque os alunos ficam restritos a suas residências e não realizam a interação social com outros estudantes, o que dificulta as relações humanas e o modelo comportamental desses sujeitos no ambiente social.

A posteriori, nas escolas brasileiras os indivíduos que são responsáveis pelo ensino são os professores, uma vez que esses realizam cursos superiores para serem preparados para lecionarem. No entanto, a educação domiciliar pode ser executada pelos responsáveis dos sujeitos, os quais muitas vezes não são capacitados para tal ato, posto que para esse é necessário certas formas de graduação, por exemplo uma licenciatura. Consequentemente, os sujeitos educados em suas residências tendem a não receber um conhecimento semelhante ao escolar, já que são ensinados por indivíduos sem o aprendizado necessário.

Portanto, a fim de combater os empecilhos gerados pela educação domiciliar no país, deve o Ministério da Educação, a partir de normas, implementar no ensino residencial a necessidade de os responsáveis levar os alunos regularmente em locais que esses possam interagir socialmente com outro cidadãos, como praças e espaços poliesportivos. Além do mais, deve o mesmo agente, por meio de capital público, criar uma plataforma de conhecimento, em meio digital, que auxilie no aprendizado dos estudantes reclusos ao ambiente doméstico. Dessa maneira, a interação social e um ensino de qualidade farão parte do ensinamento domiciliar.