Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 30/06/2022

A Constituição assegura o direito à educação de qualidade aos cidadãos. Nesse viés, a pauta do ensino domiciliar no Brasil entra em debate. Essa modalidade é positiva porque evita os malefícios do bullying escolar, porém também é preciso incentivar a socialização que a escola promove. Logo, isso carece de uma solução.

Sob essa ótica, destaca-se o bullying praticado nos colégios. Nesse sentido, tem-se como base a série “Anne With An E”, cuja protagonista sofre com esse tipo de violência, de modo a ter sua autoestima e vontade de estudar prejudicadas. Ante o exposto, nota-se que o ensino domiciliar é antagônico a tal cenário, visto que o aluno troca o convívio nas escolas pelo ambiente caseiro, sem ficar suscetível a tais intimidações. Como resultado, o estudante aprende melhor e sua saúde mental é preservada.

Entretanto, cabe ressaltar a integração estimulada pelos educandários. Segundo o sociólogo Pierre Bordieu, a socialização secundária da criança é feita com outras pessoas e instituições que não sejam a própria família, a exemplo das escolas. Sob esse contexto, a educação domiciliar não contribui para isso, já que ela restringe grande parte da convivência do aluno aos pais ou tutores. Por conseguinte, as habilidades sociais como comunicação, trabalho em equipe e respeito à diversidade são mal formadas.

Portanto, é necessário resolver o panorama em questão. Para tanto, a fim de garantir um aprendizado eficiente aos indivíduos brasileiros, cabe ao Ministério da Educação legalizar o ensino caseiro, mediante não só a oferta de cursos preparatórios para os pais lecionarem de maneira eficaz, mas também a exigência de momentos periódicos para integração em locais públicos pois, dessa forma, o bullying escolar é minimizado e a socialização fomentada. Destarte, a Constituição será respeitada.