Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o projeto do ensino domiciliar no Brasil ainda apresenta falhas em sua estrutura. Dessa forma, o problema motivado pela falta de investimentos e pelo individualismo promove mais um impasse entre os cidadãos no país.

A princípio, é incontestável que a falta de investimento está entre as causas das falhas na estrutura do ensino domiciliar. No entanto, sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimento na questão do “homeschooling” já que, quando implantado, o governo não fornecerá assistência financeira as famílias. Logo, é inadmissível que as autoridades governamentais deixem de cumprir com suas funções e negligenciem pessoas de baixa renda a terem esse método de ensino.

Outrossim, é imperativo destacar a falta de empatia como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Nessa lógica, na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. De fato, o pensamento do sociólogo reflete de maneira específica na realidade brasileira, já que o ensino domiciliar pode se tornar uma opção pela redução de gastos em comparação com escolas privadas. Logo, é inaceitável que os pais dessas crianças as tirem de um ambiente de socialização para satisfazer os seus interesses financeiros.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a mídia por intermédio de propagandas informem as pessoas sobre as falhas na estrutura do ensino domiciliar a fim de alertar a população sobre os impactos negativos. Desse modo, a partir dessas ações, espera-se promover pessoas mais criticas e incentivem a optarem pelo ensino regular em escolas.