Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 30/08/2022

No filme ‘‘Extraordinário’’, é retratado a vida de um garoto que nasceu com uma deformidade facial, o que o conduziu a optar a estudar em casa por boa parte do seu ensino fundamental. Nesse sentido, a trama se desenvolve na vida do protagonista que ao se matricular em uma escola se destaca à frente dos seus colegas de classe. Fora da ficção, é fato que a educação domiciliar se torna positivo na sociedade, entrentanto, é importante abordar os desafios que essa mudança acarreta e como essa renovação no ensino do país reverbera na sociedade.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, há desafios a serem enfrentados para fomentar o ensino aos jovens, como o despreparo dos familiares para garantir uma educação de qualidade o que acarretaria um aumento da evasão escolar. Durante a pandemia da Covid-19 as escolas em diversos países ficaram paralisadas, o que provocou um atraso no ensino em alguns países, como no Brasil, que ao não proporcinar a orientação pedagógica aos pais quanto a educação dos filhos ocasionou um atraso na educação. Logo, o que poderia ter sido evitado com o incremento da educação domiciliar deixou o jovens a mercê da falha da educação brasileira.

Paralelo a isso, o incremento da educação domiciliar pode tornar-se promíscua na sociedade, visto que os pais ou docentes conseguiriam acompanhar o aprendizado dos jovens, como também garantir a atenção necessária para crianças com necessidades especiais. De acordo com o pensamento do filósofo Paul Ricour, ‘‘Nós somos responsáveis pelo futuro mais longíquo da humanidade’’, logo a educação domiciliar orientada e acompanhada da maneira correta pode tornar-se o futuro da sociedade.

Portanto, é mister que o Ministério da Educação, órgão responsável por zelar pela qualidade educacional do país, possa orientar pedagogicamente aos pais quanto a educação domiciliar, através de materiais de apoio e demanda de feedbacks, como também acompanhar através de provas anuais os desenvolvimentos dos alunos. Para que, assim, possamos garantir um futuro longíquo a sociedade como aponta Paul Ricour.