Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2024

A Covid-19 marcou a humanidade não só pelos males que causou, mas também pelo avanço do uso das tecnologias - mantendo a rotina estudantil dos jovens. Sobre esses recursos, o contexto brasileiro tem os seus pontos positivos e os negativos no Homeschooling. Com isso, buscando utilizar melhor a educação doméstica, faz-se necessário analisar o benefício da personalização do estudo, bem como a dificuldade de aprender em um ambiente inadequado.

Nesse sentido, o progresso das habilidades individuais dos alunos, relativo às disciplinas escolares, é substancial quando moldado de acordo com os potenciais e as dificuldades do estudante. Tal processo está associado, por exemplo, ao uso de plataformas especializadas - como o Hospital Questiona e o Stoodi.com - que são ricas em conteúdo e treinamento. Logo, com uma exposição adequada aos conteúdos conforme as necessidades do indivíduo, os discentes podem melhorar suas competências exponencialmente, pois não estudarão os conteúdos menos dominados pelo coletivo, ou seja, o foco será as particularidades.

Entretanto, com 120 milhões de brasileiros em insegurança alimentar durante a pandemia de 2020, fica evidente que muitas famílias não possuem recursos apropriados nem para sobreviver - o que compromete o rendimento escolar. Essa fragilidade torna o Homechooling um desafio para muitos educandos, pois a fome e a falta de acesso à tecnologia podem ser solucionadas com o estudo presencial público (nele são ofertados merenda, professores e materiais didáticos).

Portanto, diante dos pontos supracitados, urge intervenção governamental ante a questão do ensino domiciliar. Por isso, o Ministério da Educação (MEC) deve unir-se às Secretarias Estaduais de Educação para não negligenciar a oportunidade de aproveitar essa modalidade de ensino, mas com comedimento em razão da vulnerabilidade de tantas famílias, investindo nesse modal.