Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 30/10/2019
O Iluminismo, corrente do século XVIII, consagrou-se imperioso avanço histórico diante do desenvolvimento científico emergente no período. Dessa forma, o comportamento social no século das luzes reverberou a importância da educação como mecanismo de ascensão sociopolítica. No entanto, de maneira antagônica à evolução racional, o Brasil hodierno apresenta importantes déficits no setor educacional, a exemplo do ensino profissionalizante. A saber, os baixos investimentos econômicos, somados ao antiquado modelo educacional - ante à globalização - pressupõe a problemática da total inserção do ensino técnico no cenário nacional e urgem a liquidação dessa conjuntura.
Em primeiro plano, há de se analisar que a falibilidade governamental conjectura-se ao atual modelo educacional do país. Isso porque, atrelado a um método arcaico de ensino - que visa, sobretudo, ao aprendizado das matérias básicas - a estrutura do plano escolar nacional é desconectada, majoritariamente, do nível médio integrado a uma formação técnica. Dessa maneira, a questão supracitada é contrária ao período de reforma emergente na chegada da família real ao Brasil, haja vista a construção da primeira faculdade brasileira, em um clara valorização à profissionalização da comunidade metropolitana. Com isso, é possível postular a necessidade de uma reestruturação do nível médio brasileiro, já que esse não capacita os alunos à imediata inserção no mercado de trabalho.
De outra parte, deve-se observar que os exponenciais avanços tecnológicos carecem do desenvolvimento educacional em tal ramo. Entretanto, no Brasil, a perspectiva do meio técnico-científico-informacional cresce vagarosamente, se comparado aos países desenvolvidos. Isso porque a qualificação da mão de obra é baixa ante aos irrisórios investimentos na formação técnica dos brasileiros. Assim, o pensamento de Voltaire pode ser associado à problemática brasileira, uma vez que, para o filósofo francês, é mister promover a educação com o fito de promover melhorias no campo econômico. Logo, depreende-se no contexto verde-amarelo, a inserção dessas medidas.
É, portanto, indubitável as ínfimas integrações do ensino técnico no Brasil, e incitar políticas de adentramento desse setor. Para tanto, cabo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, aliar-se ao SENAI (Serviço Nacional de Atividades Industriais) e investir em cursos gratuitos, abertura de unidades, além de amplo oferecimento de vagas por esta estrutura federal, a fim de estender o alcance da profissionalização pública e impulsionar o mercado de trabalho qualificado. É, também, papel do MEC aprimorar a utilização da Base Nacional Comum Curricular, com o fito de oferecer a todas instituições escolares o ensino técnico integrado, de modo a desprender-se do atual modelo de grade horária regular. Será possível, assim, resgatar a ascensão iluminista para a contemporaneidade.