Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante o direito a educação a todos os brasileiros, sendo dever do Estado promover e incentiva-la de modo a colabora para desenvolvimento da sociedade e qualificação dos indivíduos para o mercado de trabalho. Nesse sentido, o ensino técnico é um importante aliado para garantia desse direito e alcance das metas constitucionais. Portanto, é fulcral analisar os desafios e impactos do ensino técnico no Brasil.
A priori, é valido ressaltar que o ensino técnico se tornou uma ótima opção para quem deseja se realocar ou entrar rápido no mercado de trabalho, o que é evidenciado pelo numero de matriculas na redes de ensino técnico federais que cresceu 110% no período de 2011 a 213, segundo o próprio Ministério da Educação. Hodiernamente, Essa demanda é fomentada pela crise financeira, uma vez que, cursar o ensino superior exige cada vez mais recursos e disposição de tempo, os cursos técnicos podem ser concluídos até mesmo de maneira concomitante ao ensino médio nos Institutos Federais, no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e etc. Posto isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), continue a tomar medidas semelhantes ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), a fim de colaborar com a qualificação profissional da população.
Entretanto, para de fato favorecer o desenvolvimento do país, não basta apenas criar mão de obra qualificada, é fundamental também, haver espaço no mercado de trabalho para aderi-las. Infelizmente, o cenário laboral brasileiro é o maior desafio para consolidação do ensino técnico como motor da economia nacional, por exemplo, segundo o site Valor Econômico, somente 20% dos jovens técnicos estão empregados na indústria. Nesse aspecto, é soez que o Estado permaneça negligente no que tange a elaborar medidas que atraiam novas indústrias e consequentes novos empregos para o Brasil.
Em síntese, urge que o Ministério da Economia elabore um novo plano nacional com o intuito de atrair grandes empresas internacionais, por meio da desburocratização empresarial e da isenção de algumas taxas fiscais, essa ultima, apenas para indústrias que mantiverem pelo menos 80% do seu quadro técnico preenchido por mão de obra nacional. Paralelamente, cabe ao MEC possibilitar a formação de profissionais qualificados que atendam essa nova demanda, para isso, basta a expansão de programas e instituições já existentes, como é o caso, respectivamente, do PRONATEC e dos Institutos Federais de Ciências, Educação e Tecnologia. Somente assim, com o trabalho conjunto desses dois Ministérios, cada qual na sua função, será possível vencer os desafios e constatar os verdadeiros impactos profícuos do ensino técnico na sociedade Brasileira.