Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 27/10/2019
O sistema Dual de Formação Profissional, da Alemanha, é visto internacionalmente como um modelo de sucesso, uma vez que o projeto expressou eficácia contra o desemprego ente jovens e a carência de mão de obra especializada. Entretanto, mesmo o Brasil já aderindo às escolas técnicas e ensinos profissionalizantes, é necessário ampliar e aprimorar essa modalidade para conquistar ótimos resultados. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de investimentos e a evasão dos alunos causam tal problema e como combatê-lo.
A princípio, a falta de investimentos é uma das principais causas da desvalorização do ensino técnico. Isso porque, segundo John Locke, haveria falha no Contrato Social caso as autoridades de Estado não garantissem os direitos básicos dos cidadãos como, a educação. Em outras palavras, é crucial que o Governo não só aplique capital no ensino médio comum mas, também, em instituições de ensinos técnicos e profissionalizantes. Diante disso, investir na formação de estudantes técnicos em determinada área, ajudaria o país na resolução do alto número - 12,6 milhões, segundo o IBGE - de desempregados no Brasil, por exemplo.
Além disso, nota-se, ainda, que a evasão dos alunos também causa o desafio do problema vigente. Visto que, de acordo com o Jornal Folha de São Paulo, em 2015, 763.897 estudantes cursavam o nível técnico ao mesmo tempo que o ensino médio, sendo 4,15% menor do que em 2014. Ou seja, essa queda nas matrículas é motivada, principalmente, pela falta de incentivo a esses alunos, levando a evasão, além do que existe a falsa narrativa de que a graduação superior é melhor que a técnica causando, assim, desconforto nos acadêmicos.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de aperfeiçoar o ensino técnico. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação em parceria com o Pronatec deve, financiar a criação de novos polos de ensinos profissionais, por meio de repasses financeiros e estruturais, para que essa modalidade seja de maior alcance para os alunos. Ademais, as Secretarias Municipais de Educação deve, desenvolver assistências sociais, dirigidas por psicólogos, por intermédio de palestras com esses alunos, para que sejam incentivados, por exemplo. Desse modo, o ensino técnico terá destaque e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.