Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Mercado Técnico
Estudar; Trabalhar; Lutar; Segundo Sócrates esses são os três princípios fundamentais para ser um homem completo. No atual panorama social Brasileiro - de crise - com índices de 12,5 milhões de desempregados, se debatem muitas formas de amortecer os impactos desses numero no cotidiano dos jovens, no futuro. A resolução desse panorama é ironicamente encontrada no presente, com a antecedência da preparação desse jovens para o mercado de trabalho por meio do melhor aproveitamento do âmbito estudantil e o investimento em escolas técnicas.
Nesse sentido, a priori é necessário ressaltar os desafios para implementação do ensino técnico nas escolas brasileiras. Visto o cenário caótico, com o sucateamento da educação , a desvalorização da juventude, a falta de profissionais qualificados e a falta de verba, as estatísticas estão de todas as formas contra o futuro social do Brasil. Todavia, ‘‘A educação forma homens’’, como dizia o iluminista Frances Louis Bonald, segundo dados apresentados pelo MEC ( Ministério da educação) nos últimos 5 anos, escolas que formavam alunos-técnicos, mostraram um melhor índice na inserção e preparação desse jovem para o mercado de trabalho. Provando a real necessidade de se investir - hoje - na qualificação dos jovens, para que os impactos futuros sejam de todas as formas eficazes.
Por conseguinte, os impactos a longo prazo são avassaladores. Atualmente a necessidade do mercado de trabalho é totalmente voltada a pessoas com cursos técnicos. Os programas como: SENAI, SENAC, IFB (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e Escolas Técnicas, em parceira com diversas empresas de ramos diversificados já empregam mais de 1 milhão de jovens, hoje , que finalizaram os seus respectivos cursos. Os dados apontados pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ultimo semestre de 2018, apontaram uma projeção para que até 2021, até 3 milhões de técnicos sejam inseridos no mercado de trabalho e futuramente a tendencia do mercado é necessitar de ainda mais técnicos pelos próximos 5,6 anos.
Ademais, ainda é observado a extrema necessidade de ‘‘Lutar’’ por investimentos no setor Técnico-educacional brasileiro. Primordialmente por meio de verbas, requisitadas ao Ministério Brasileiro de educação e tecnologias, para que haja melhorias nas infra estruturas e ampliamentos dos cursos já existentes e maior quilificação de profissionais adequados a cada curso, para que assim a necessidade do mercado seja suprida, a rotatividade econômica seja positiva e para que no futuro a ‘‘Educação seja moeda de ouro, tendo valor em toda parte’’, Padre Antonio Vieira.