Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Immanuel Kant ao dissertar sobre a imprescindibilidade da educação para a formação do homem, afirma que as ações educacionais do presente são as que moldarão o ser humano para a formação futura. Nesse sentido, o papel educativo e profissionalizante dos cursos técnicos, no Brasil, é de grande valia para os jovens. No entanto, ainda que com tantos benefícios para o mercado de trabalho e, posteriormente, aprimoramento profissional, o ensino técnico ainda não se configura uma realidade para grande parcela da sociedade, sobretudo para os habitantes de cidades pequenas e interiores.
Primordialmente, a perspectiva de muitos jovens brasileiros mudou drasticamente com o advento dos cursos técnicos. Outrossim, a chance de viver bem a partir do ensino superior, adotada por Platão – teoria da qualidade de vida-, tornou-se uma realidade para grande número de jovens que, sem essa oportunidade, eram conduzidos a empregos de baixa remuneração. No entanto, muito ainda precisa ser feito a favor da democratização do ensino técnico a todos, tendo em vista que diversas intempéries políticas e econômicas afetam, consideravelmente, a vida e as oportunidades de estudo dos jovens.
Ademais, ao se abordar o tema da diferença econômica como fator segregacionista – proposto por Karl Marx – é possível afirmar que há exclusão, no que se refere ao ensino técnico, sofrida por muitos jovens, visto que a localização em cidades de pequeno porte e de baixo orçamento, faz com que o ensino técnico seja utópico nas escolas. Por conseguinte, esses jovens são excluídos do ensino técnico e, consequentemente, têm menos oportunidade de empregos com remuneração alta e que exigem formação técnica. Em síntese, ainda que o Brasil tenha avançado no que diz respeito à abertura de oportunidades no mercado de trabalho para os jovens, através do ensino técnico, ainda há ações a se elaborar visando a abordar um maior número de cidades e jovens.
Fica claro, portanto, que o ensino técnico no Brasil proporcionou mais capacitação e chances de melhora na qualidade de vida. Desse modo, urge que o Governo Federal atue no investimento de mais recursos destinados à abertura de cursos técnicos nas cidades do interior, com vistas a democratizar o ensino a todos os jovens brasileiros. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Educação, conjunto aos familiares dos alunos, atue na criação de campanhas escolares com o fim de alertar sobre as oportunidades que o ensino técnico produz e alertando-os a participarem mais ativamente dos programas profissionalizantes. Assim sendo, o Brasil tornar-se-á um país, que aos moldes Kantianos, é resultado de uma educação de qualidade aos jovens.