Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Com as mudanças implementdas pela primeira Revolução Industrial, houve a transformação social no papel do trabalhador, o qual ao invés de aprender como ser artesão, deveria saber operar máquinas. Atualmente, as fábricas já estão muito maiores e requerem mão de obra cada vez mais especializada. Nesse intuito, surge como alternatiava às faculdades, os cursos técnicos, que tem o objetivo de preparar o funcionário diretamente para o mercado de trabalho, através de aulas mais práticas e um curso mais rápido. Porém, interesses salariais e baixa disponibilidade de cursos integrados ao médio desmotivam o jovem na busca por esse nível de ensino.
Em primeiro lugar, existe uma discrepância muito grande de receita entre técnicos e bacharéis da mesma área. Na Companhia Siderúrgica Nacional - CSN -, por exemplo, técnicos em elétrica recebem em torno de três mil reais, enquanto engenheiros do setor chegam a ganhar dez mil reais pela mesma carga horária. Nesse sentido, o jovem, ao terminar o ensino médio, encontra-se inclinado a seguir o ensino tradicional e ingressar em uma faculdade, mesmo demorando mais para o término de sua formação. Dessa maneira, é essencial que os níveis salariais se equiparem para uma maior busca pelo técnico.
Entretanto, uma alternativa para a não necessidade de escolha entre técnico e a faculdade é o curso técnico integrado ao ensino médio, em que o aluno cursa os dois níveis ao mesmo tempo. Todavia, nessa modalidade existe menor disponibilidade de cursos no mercados. Exemplificando, em Volta Redonda, existe apenas uma opção de curso técnico atrelado ao médio na rede pública: Automação Industrial. Em virtude disso, mesmo sendo em uma instituição exemplar, o Instituto Federal do Rio de Janeiro, o acesso é limitado a pessoas com aptidão apenas para essa área. Desse modo, é necessária a extensão da gama de cursos oferecidos pela instituição para representar uma alternativa válida de ensino técnico integrado.
Portanto, o Governo Federal, junto aos Ministérios do Trabalho e da Educação, deve, através de leis, estipular salários mínimos para técnicos mais coerentes com o nível de conhecimento e de atuação do profissional, a fim de tornar mais atrativo ser técnico no Brasil. Além disso, deve, também, aumentar a quantidade de cursos técnicos integrados ao ensino médio na rede pública, atingindo uma variedade maior de gostos. Após isso, o Ensino Técnico no Brasil seria mais almejado, ampliando a disponibilidade de profissionais no mercado e atendendo os interesses da indústria.