Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 05/06/2021
O Artigo da 205 da Constituição Federal garante o acesso à educação como um direito de todos os cidadãos brasileiros. No entanto, no que tange o acesso ao ensino técnico a prerrogativa da Carta Magma não é atendida. Tal fato é explicado, pois, há uma alta demanda e uma pouca oferta de cursos, o que afeta em especial aos mais pobres. Com isso, o ensino , desastrosamente, não é amplo trazendo, assim, um desafio para o corpo social.
Em primeira análise, vale destacar que no Brasil, o ensino técnico, infelizmente, não é democratizado. Isso é, muitas vezes, pessoas de estratos mais inferiores, não conseguem fazer um curso particular pelo alto valor da mensalidade. Nessa lógica, na maioria das vezes,os Institutos Federais exigem a realização de provas. A partir disso o acesso se torna ainda mais restrito, já que há uma minoria social sem acesso a uma escola de qualidade para a preparação. Sob esse prisma, segundo o sociólogo Darcy Ribeiro, a educação brasileira não é falha, mas sim projetada para tal fim. Nesse raciocínio, a dificuldade na entrada em cursos profissionalizantes vai de encontro com o artigo 205 da Constituição e reforça o pensamento do autor. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação-MEC- atenuar o dilema.
Outrossim, o baixo acesso ao ensino técnico pode ser um problema para toda a sociedade. Por exemplo, de acordo com o site Uol 82% dos entrevistados em uma pesquisa concordam que o fato de possuir um diploma na modalidade pode aumentar o salário. Sob essa análise, é importante elucidar que o índice de Gini, coloca o país como um dos mais desiguais do mundo. Diante disso, com uma mudança na lógica educacional poderia ser possível atenuar a disparidade de renda. Nessa conjuntura, para o filósofo Adam Smith, a pobreza extrema não deve existir em nenhuma nação e com democratização da educação e amparo social sua visão pode ser efetivada. Dessa maneira, cabe ao Estado garantir o processo.
Destarte, os desafios para o acesso ao ensino técnico devem ser combatidos. Para isso, o MEC- uma vez que a sua função é administrar a educação- deve atuar na criação de mais cursos na rede pública e oferecimento de bolsas para baixa renda (com provas que considerem a dinâmica da escola pública) nos institutos privados. Com a finalidade de garantir uma maior democratização desse modelo educacional. Ele atuaria por meio de uma parceria com os municípios para uma distribuição mais igual no país. Além disso, o Poder Legislativo deve criar programas de distribuição de renda para famílias pobres com crianças e adolescentes em idade escolar com intuito de garantir a permanência na modalidade.