Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil
Enviada em 14/08/2021
A plenitude do processo profissionalizante é uma questão imprescindível para o desenvolvimento psicossocial das nações, dado que práticas basilares, como a manutenção da cidadania e vínculos empregatícios, são facilitados. Entretanto, no Brasil, a busca por um ensino mais técnico é possui tanto reconhecimento, o que torna nocivo para esse setor. Nesse sentido, demonstra-se uma situação problemática complexa de contornos socioeconômicos, que configura um cenário antagônico aos preceitos dos direitos humanos e emerge devido à necessidade de inserção no mercado e à inconsistência de oportunidades.
Diante do exposto, é visto que a pressa para concorrer a um cargo no setor laboral é um dos fatores desafiadores de o emblema estabelecer-se. Afinal, uma vez que o mercado do ensino técnico pode oferecer uma aquisição melhor. A respeito disso, conforme o sociólogo Zygmund Bauman na obra “Modernidade Líquida”, o crescente progresso tecnológico, aliado ao consumo desenfreado, resulta em uma sociedade que anseia por mais jovens experientes. Todavia, esse imediatismo pode gerar impactos, como a falta de um projeto profissional na vida deles. Em comprovação, segundo a Confederação Nacional da Indústria, profissionais com qualificação técnica recebem o dobro daqueles que não tem especialização. Por isso, esse desafio não pode ser aceito em nome do bem grupal.
Nesse prisma, o baixo investimento em qualificação é outro fator determinante de o panorama permear. Isto é, sem a oportunidade de desfrutar desse ensino, o jovem tende a ficar submerso na comunidade. Tendo isso em vista, segundo a filosofia positivista, a ciência é um dos caminhos para a resolução de problemas da humanidade. Porém, essa corrente filosófica é contrariada na realidade brasileira, já que sem oportunidade de participar de alguma ocupação educativa, muitas vezes, esses sujeitos são induzidos a criminalidade. Em prova, percebe-se que o tecido social é influenciado pela liquidez das relações. Assim, precisa-se da reformulação dessa postura urgentemente.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é substancial o reconhecimento do ensino técnico. Para tanto, urge que o governo- órgão responsável pela formulação e defesa de políticas públicas-, deve, por via do Ministério da Educação, intervir nessa situação com a ação de retirar jovens das ruas e os colocar em projetos educativos. Ademais, por meio de verbas públicas, a fim de garantir mais vagas para jovens em situação financeiramente vulnerável. Por fim, espera-se que a necessidade de inserção no mercado seja mais viável e a míngua oportunidade ampliada para o pleno desenvolvimento psicossocial da conjuntura demográfica.