Ensino técnico: desafios e impactos no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Em 2019, os alunos de mecatrônica da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), uma escola técnica do município de Indaiatuba, foram para Dubai concorrer com alunos do mundo todo dentro da modalidade de “melhor robô”. Sendo assim, pode-se afirmar que o ensino técnico traz grandes impactos positivos tanto para os alunos quanto para o Brasil. Porém, os cursos profissionalizantes ainda enfrentam desafios no país, como a falta de democratização e financiamento, impedindo assim o ingresso de milhões de alunos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a falta de democratização é um obstáculo para as pessoas mais velhas que desejam voltar a estudar. De acordo com o site UOL, um curso profissionalizante proporciona empregos melhores e, consequentemente, bons salários, portanto, se tornar um técnico é um caminho para a ascensão social de muitas pessoas. Entretanto, pode-se observar que os incentivos por parte do Estado para ingresso em escolas técnicas é maior durante o ensino fundamental e médio. Além disso, de acordo com os editais dos vestibulinhos, não existe um sistema de reserva de vagas ou cotas sociais para cidadãos que não frequentam uma sala de aula há anos e estão em desvantagem quando comparados aos seus concorrentes, que ainda estão inseridos no ambiente escolar.

Ademais, a carência de financiamento também é um empecilho para um maior desenvolvimento e aproveitamento da educação profissional na Federação. De acordo com o site “Rede Brasil”, a educação é a área mais afetada pela política de corte de gastos vigente desde 2019. Desse modo, se a educação deixou de receber verba, logo, as escolas técnicas também foram prejudicadas, deixando de abrir novas vagas ou até mesmo de criar novas áreas a serem cursadas. Em suma, ainda de acordo com o portal da UOL, a procura por cursos técnicos aumentou 110%, demandando mais vagas do Governo, que não consegue atender todas essas procuras devido à falta de financiamento.

Desse modo, para que os desafios sejam solucionados, é necessário que ações sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com empresas privadas de todas as áreas, tecnológicas, farmacêuticas e até mesmos hospitais, por meio de incentivos fiscais para aqueles que entrarem em conjunto com o Governo Federal, deve investir na construção de novas escolas de ensino técnico em todas as unidades federativas, cujo vestibulinho contará com 10% do total de vagas reservados para pessoas acima de 25 anos, a fim de democratizar o acesso e suprir as demandas por cursos profissionalizantes no país. Somente se uma ação como essa for realizada, toda a sociedade poderá se especializar profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.