Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 15/10/2025

No reality show “Quilos mortais” pessoas obesas mostram suas dificuldades físicas e emocionais para sobreviver. Fora do programa, essa é uma realidade também conhecida por grande parte da população brasileira, que entre a saúde e o preconceito lidam com a obesidade e o sobrepeso. Isso ocorre devido à questões psicológicas e à desigualdade social.

É elementar que se leve em consideração a saúde mental dos indivíduos quando o assunto é obesidade. Nesse viés, “Quilos mortais” aborda os principais motivos que desencadeam o ganho excessivo de peso, dentre eles: perda de um ente querido; bullying na infância; depressão; problemas com autoestima, etc. Somado a isso, a pessoa em sofrimento psíquico encontra na comida o conforto físico, ao ponto em que se caracteriza um vício e esta adentra a estatística de sobrepeso e obesidade no Brasil. De acordo com dados do IBGE de 2019, 26% dos adultos estão obesos e 60% em sobrepeso. Assim, urge medidas eficazes de saúde mental para combater a problemática desde a raiz, diminuindo então o percentual mencionado.

Concomitantemente, outro fator que corrobora para a problemática é a desigualdade social do país. É sabido que enquanto parcela dos habitantes não têm o que comer, a que têm se alimenta como pode. Isso ocorre porquê famílias em vulnerabilidade não tem condição econômica de optar por uma alimentação saudável, do contrário, consomem o mais barato que no geral são ultraprocessados. A respeito disso, o documentário “Muito além do peso” aponta que 56% dos bebês tomam refrigerante antes de completar um ano de vida. Consequentemente, crescem propensas á obesidade; sofrem bullying na escola e acham conforto em mais comida. É inadmissível a perpetuação deste ciclo, urge mudanças efetivas.

Torna-se evidente, portanto, que o Governo Federal - instância máxima da administração pública - deve criar através de verbas públicas, um centro de distribuição de alimento orgânico para familias carentes, em todas prefeituras nacionais. E junto ao MEC aplicar palestras de atendimento psicológico nas escolas. Somente assim haverá perpectiva de um futuro saudável e promissor.