Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 20/09/2019
O culto à beleza impera e reina absoluto hoje. Ostentar um corpo perfeito é sinônimo de saúde e autoconfiança. Por outro lado, uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostrou que, no Brasil, a obesidade atinge 20% da população e o sobrepeso vai além dos 50%. Esses números demonstram que a dificuldade na manutenção do peso ideal das pessoas se tornou problema de saúde pública.
Para muitos, a relação com o alimento não é saudável, pois o ato de comer não significa apenas saciar a fome, mas é, também, uma forma de obtenção de prazer momentâneo, uma espécie de sensação de saciedade emocional que torna a pessoa cada vez mais refém da comida.
Há enraizado, na cultura mundial, a intolerância com pessoas obesas cuja aparência é motivo para piadas e apelidos maldosos. E esse péssimo hábito da sociedade impacta diretamente na vida pessoal e social do indivíduo que se depara constantemente com situações desconfortáveis do cotidiano. Por exemplo, as companhias aéreas não possuem assentos e cintos de segurança aptos para pessoas gordas.
Sobrepeso não é uma sentença de morte anunciada, haja vista que uma grande parte de pessoas com essa característica não apresenta problemas de saúde. No entanto, é um alerta vermelho porque a obesidade é fator desencadeador para uma série de doenças como hipertensão, diabetes e refluxo esofágico, dentre outras.
Diante do exposto, é de suma importância que a sociedade passe a enxergar pessoas que estão acima do peso não somente com o olhar do deboche e da reprovação. Além disso, é necessária maior eficácia e investimento por parte das autoridades em políticas públicas de prevenção à obesidade. Sobretudo desde a infância, proporcionando alimentos de qualidade em creches e escolas. Ademais, promover ações que viabilizem o acesso à comida não industrializada bem como o incentivo à prática de atividade física. Destarte, crianças conscientizadas geram adultos conscientes e saudáveis.