Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 02/10/2019

Consoante ao naturalista francês Lamarck, o meio determina o ser, logo, entre a saúde e o preconceito o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil é consequência do atual progresso do país. Nesse contexto, é notório que a sociedade tem um papel indispensável para a resolução desse problema, que tem como colaboradores a publicidade e propaganda, preconceito advindo da falta de informação e a rapidez exigida no século XXI. Portanto, haja vista que é de suma importância uma reeducação social civil por meio dos agentes adequados para a minimização desse impasse de forma justa e eficaz.

O documentário brasileiro “Muito além do peso” retrata que um terço das crianças brasileiras são obesas, e é com a intenção de trazer o debate sobre a obesidade para a superfície que ele mostra esse problema que já apresenta sinais de uma pandemia ao redor do mundo. É inegável, que cada vez mais jovens consomem altos índices de gordura e açúcar e diversos fatores apontam como decisivos para esse hábito, como, a facilidade em adquirir e o bombardeio em publicidade de comidas industrializadas. Embora, sejam alimentos aparentemente inofensivos, em sua grande maioria possuem baixos teores nutricionais que não são expostos em comerciais e outdoors, a fim de que não afetem as vendas.

Outrossim, a falta de conhecimento social sobre esse problema é um grande impasse a atenuar a obesidade e sobrepeso. É sabido que a falta de informação correta pode provocar preconceito e isolamento. De fato a ignorância no âmbito educacional resulta em falta de tratamento adequado, de forma que o indivíduo não consegue se desenvolver tão bem como deveria. Visto que, segundo o portal de notícias Terra, se exercitar com amigos dá mais motivação, dessa forma a convivência branda com outras pessoas é fundamental para que haja um incentivo na busca por uma vida melhor.

Diante do exposto, cabem às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca da importância de informar sobre esse problema e estimular a priorização de comidas sustentáveis em palestras elucidativas por meio de exemplos, dados estatísticos e declarações de pessoas envolvidas no tema, para que a sociedade civil, em especial os pais não sejam complacentes com o preconceito e saibam como devem alimentar seus filhos, para que os impactos sejam minimizados. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério da Saúde, para pressionar os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a disponibilizar nutricionistas na rede pública, por meio do aumento de verbas, do apoio midiático e da criação de políticas nacionais mais severas quanto às propagandas alimentícias para que haja uma melhora significativa. Dessa forma, o meio que determinará o ser, como diz Lamarck, será de um ambiente saudável.