Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 24/09/2019
“O professor Aloprado”, filme estadunidense de comédia, narra a história de um professor que ao ser alvo de chacotas por estar acima do peso resolve experimentar uma porção para se tornar magro e esbelto. No entanto, ao longo do tempo, após passar por inúmeras reações adversas oriundas da medicação começa a entender que tomou a decisão equivocada. Em situação análoga, na contemporaneidade, é o que ocorre com inúmeros cidadãos que tentam emagrecer, não por uma questão de saúde, mas meramente para se encaixar em um padrão social. Desse modo, é pertinente discutir o dilema entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e sobrepeso no Brasil.
Convém salientar, a princípio, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais da metade dos brasileiros está na faixa da obesidade e/ou sobrepeso. Nesse sentido, os fatores que contribuem para isso podem está atrelados as mudanças nos hábitos alimentares de muitos cidadãos, por exemplo, como a implementação de “fast-foods” e enlatados, bem como a ausência de práticas de exercícios físicos. Nesse viés, essa falta de cuidados com a saúde pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão, entre outros. Dessa forma, implementar práticas saudáveis e de condicionamento físico é de fundamental importância para que a saúde dos cidadãos seja colocado em primeiro plano.
Em outro aspecto, os paradigmas vistos na sociedade padronizam um arquétipo de corpo em detrimento de outro, contribuindo, dessa maneira, para que cidadãos com excesso de peso sofram preconceitos. Isso pode ser comprovado quando se menciona a atriz Cleo Pires que foi alvo de gordofobia após aparecer em uma campanha publicitária com excesso de peso e admitindo que tem dificuldade para emagrecer, mesmo isso não interferindo em nada sua saúde. Nesse contexto, esse padrão estético acabar por fazer com que cidadãos se sintam pressionados a atingir tal modelo veiculados, seja pela mídia ou socialmente, corroborando para o aparecimento de anorexia, bulimia, além de medidas radicais para a perca de peso como as empregadas no filme.
Portanto, percebe-se que os impasses em torno dessa problemática precisam ser amenizadas.Para tanto, é imperativo que o Ministério da Saúde promova projetos de adesão a hábitos saudáveis.Isso pode ser feito por meio de campanhas veiculadas na mídia, bem como o desenvolvimento de cartilhas nas escolas para serem entregue aos pais, com o fito de diminuir o consumo de produtos industrializados e o incetivo à prática de exercícios físicos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação trabalhar nas escolas, por intermédio de palestras e rodas de conversa, sobre a desconstrução do estigma de um padrão corporal, para assim vencer o preconceito e evitar o que ocorreu no filme.