Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 20/09/2019

Para o filósofo Rousseau, o povo deveria participar ativamente nas decisões políticas e sociais paralelamente ao Estado. Seguindo essa perspectiva, nos dias atuais, tem-se visto o papel positivo de várias Organizações Não Governamentais (ONGs) na promoção de ações coletivas de âmbito social. A esse respeito, dentre outras ramificações, é possível visualizar a atuação significativa dessas em temáticas ambientais e humanas.

A princípio, é válido ressaltar a importância das ONGs no que se refere aos assuntos ambientais. Sob esse viés, é necessário dizer que, desde a Segunda Revolução Industrial, no século XVIII, o ser humano elevou os níveis de degradação do meio ambiente, como foi o caso da eliminação de poluentes gerados pelos maquinários das fábricas industriais. Após esse período, os problemas ecológicos foram ainda mais intensificados com o desmatamento de florestas para fins econômicos. Nesse sentido, para reverter esse quadro, diversas organizações ligadas ao Terceiro Setor foram formadas e, atualmente, têm apresentado resultados positivos. A exemplificar tem-se a Greenpeace, que é uma ONG atuante em diversos países e já alcançou importantes conquistas quanto à defesa de recursos naturais em âmbito mundial. Dessa forma, evidencia-se a necessidade dessas instituições para atenuar os efeitos das ações humanas na natureza.

Além disso, ao analisar os aspectos políticos e sociais de nações como o Brasil, percebe-se falhas na garantia de direitos humanos. Sobre esse tema, mesmo que a Constituição Cidadã de 1988 assegure em seu estatuto burocrático a participação ativa do Estado na promoção do bem comum, em vários lugares do país, como na região Norte, é possível encontrar situações desfavoráveis de desigualdade social ligadas à pobreza e marginalização de grupos. Nesse contexto, muitos programas privados sem fins lucrativos apresentam atividades importantes no combate a essa mazela. Como exemplo pode-se citar o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP), que realiza trabalhos voltados à área cultural, econômica e social em comunidades carentes no Acre. Com isso, é perceptível a contribuição significativa desses projetos dentro da sociedade.

Destarte, para haver um maior potencial de ação das ONGs, especialmente, no Brasil, é necessário que o Segundo Setor, composto por empresas privadas do ramo produtivo, apõe esses objetivos no país. Isso pode ser feito por meio de patrocínio financeiro em prol do custeamento e manutenção das atividades dessas instituições, bem como a divulgação em suas redes de marketing sobre os programas sociais desses projetos e seus impactos na sociedade. Essas medidas têm a finalidade de aumentar a atuação de ONGs e expandir esses trabalhos pelo país.