Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 01/08/2020

No filme americano “O Professor Aloprado”, Sherman, um cientista de mais de 200 quilogramas, se apaixona pela nova colega, Carla Purty. Eles saem juntos e Sherman é humilhado por um comediante por causa de seu peso. Embora seja uma obra ficcional, a produção apresenta características que se assemelham ao atual cenário brasileiro, onde a obesidade ainda é um problema recorrente. Nesse contexto, deve-se analisar como os hábitos alimentares incorretos e o sedentarismo provocam os casos de tal problemática.

É notório que a má alimentação é uma das causadoras do problema. De acordo com Terry Jeffords, personagem da série Brooklyn Nine-Nine, os hábitos alimentares ruins que ele adquiriu na infância o fizeram chegar no sobrepeso. Dessa forma, vê-se que a alimentação não balanceada pode causar obesidade desde a infância. Em decorrência disso, pode contribuir para uma vida adulta prejudicada.

Ademais, convém frisar que o sedentarismo mostra-se contrário ante a resolução do impasse. Conforme a Organização Mundial da Saúde, o hábito de atividades físicas regularmente reduz os riscos do aumento do colesterol, glicose e proporciona a queima de gordura. O contrário aumenta as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e causar a obesidade. Como consequência, as doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam no mundo.

É mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para incentivar a prática de atividades físicas, urge ao Ministério da Saúde, por meio de programas de saúde,  criar praças recreativas com aparelhos de academia embutidos e aulas de dança semanais, uma vez que proporcionam a queima de gorduras e um estilo de vida longe do sedentarismo. Dado isso, é preciso também reduzir os custos de alimentos mais saudáveis para possibilitar fácil acesso desde a infância. Espera-se, com isso, diminuir o número de obesos no Brasil - que chega a 19,8% do total populacional do país.