Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 20/09/2019
O ativista e sociólogo Hebert de Souza declarou que " O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade afirmar 5 pontos fundamentais: Liberdade, igualdade, diversidade, solidariedade e participação". Infelizmente, no que tange o atual cenário brasileiro vivenciado por pessoas em condição de sobrepeso e obesidade, vê-se que a sociedade civil fere quase todos os pontos estabelecidos pelo sociólogo. Dessa forma, faz-se necessário a discussão a respeito do atual panorama brasileiro que conta com um forte cenário de preconceito e antipatia nas relações sociais.
Em primeiro lugar, pode-se analisar o auto teor descriminatório enfrentado por obesos. Por esse caminho, dados de uma pesquisa feita em 2017 pelo Instituto Brasileiro de opinião pública e estatística revela que 92% da população brasileira já participou ou presenciou algum ato de gordofobia. Infelizmente, poucas são as pessoas que denunciam casos descriminatórios como esses, muitas vezes coagidas pelo forte quadro de impunidade vigente no país.
Por conseguinte, pode-se analisar os impactos do preconceito na saúde enfrentado por pessoas acima do peso. Dessa maneira, ao contrário do que muitos pensam os impactos não se relacionam somente a saúde física, mas também, na saúde psicológica do individuo em questão, que geralmente tem uma maior propensão à depressão e à baixa auto-estima. Portanto, fica claro a gravidade dessa problemática que atinge vários setores, físicos e psicológicos, da população.
Dessa forma, torna-se notável os danos expressivos gerados pela obesidade e sobre-peso na sociedade, fazendo necessário uma tomada de medidas para atenuar seus efeitos. Em primeiro lugar, o ministério da justiça em parceria com os meios midiáticos, pode promover campanhas de conscientização e alerta para a população, com o intuito de mostrar a gravidade de atos gordofobicos, e também instruir as pessoas a denunciarem para que tais atos não saiam impunes. Só assim, poderemos evoluir como sociedade afirmando os pontos fundamentais sitados por Hebert de Souza sendo assim uma sociedade mais empática e participativa.