Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 20/09/2019
No programa Mexicano “Chaves”, o personagem “Nhônhô” sofria preconceito pelo seu peso elevado, sendo excluído das brincadeiras e sendo zombado pelas outras crianças da vila que frequentava. Em relação com a realidade, pode-se observar que não é incomum o preconceito sofrido por pessoas obesas, especialmente crianças. No Brasil, o combate a “gordofobia” é banalizado, seguindo um padrão de beleza gerado por marcas e mídias sociais, o que gera diversas consequências, como aumento do índice de pessoas deprimidas e no caso das crianças, traumas que são levados para a idade adulta.
Em primeira análise é válido observar que pessoas acima do peso tendem a ser mais deprimidas e sofrer segregação social. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Psicologia do Hospital das Clinicas de São Paulo, revelou que 32% das pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) elevada sofrem de depressão. Desse grupo, a grande maioria sofre preconceitos e admite se isolar socialmente com vergonha do próprio corpo. Com isso, é de suma importância investimentos governamentais em tratamento psicologísticos para esses indivíduos.
Outrossim, é também importante ressaltar os problemas que o preconceito à obesidade causam em crianças com sobrepeso. Atualmente, o “bully”, é um dos maiores problemas enfrentados por pais e educadores, que em inúmeras vezes causa o abandono escolar ou em casos mais graves, transtornos psicológicos graves como ansiedade, depressão e bulimia. De acordo com o G1, as crianças com obesidade são as que mais sofrem bullying nas escolas, chegando a representar 60% dos casos. Assim, educadores e familiares têm papel fundamental ao combate à problemática.
Portanto, mediante aos fatos supracitados, é necessário que tanto os órgãos públicos quanto a sociedade se atentem ao problema com maior seriedade. O Ministério da Saúde, deve criar um programa psicológico voltado às pessoas com sobrepeso, ajudando-os a superar traumas e preconceitos sofridos, uma vez que estes traumas podem desencadear problemas de saúde maiores. Por meio da contratação de psicólogos especializados, que irão realizar visitar nas escolas para acompanhamento de crianças obesas, além de visitas nas residências de pessoas com sobrepeso para o tratamento de problemas psicológicos gerados pela obesidade, a fim de diminuir o número de pessoas afetadas psicologicamente pelo preconceito. Somente assim, as pessoas poderão superar os preconceitos sofridos por não terem um padrão imposto pela sociedade.