Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/09/2019

A Segunda Guerra Mundial, ocorrida no século XX, ficou marcada por proporcionar a expansão dos alimentos processados, na medida em que eles eram mais fáceis para ingerir, transportar e distribuir para os soldados. A partir disso, muitas pessoas passaram a consumir esses produtos, o que acarretou o sobrepeso e a obesidade, que trazem prejuízos para a saúde e estão relacionados com ataques preconceituosos.

É preciso considerar, antes de tudo, que estar acima do peso pode ocasionar riscos para a saúde do indivíduo. Sob tal ótica, Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, afirma que, atualmente, a sociedade está nos tempos líquidos, que se caracterizam pelo imediatismo. Nesse contexto, as pessoas, por não possuírem uma visão a longo prazo, não realizam exercícios físicos, o que está diretamente relacionado com o sobrepeso e com a obesidade. Como resultado, esses indivíduos podem desenvolver, em virtude do acúmulo de gordura corporal, diversas doenças, como a diabetes, hipertensão e asma.

Por outro lado, é tácito que as pessoas com sobrepeso ou obesidade sofrem, hodiernamente, com o preconceito. Nessa direção, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, os indivíduos são vítimas da coercitividade dos fatos sociais, ou seja, sofrem pressão para seguirem o que já foi pré-estabelecido pela sociedade. Desse modo, por haver uma visão estereotipada de um “corpo perfeito” —que seria o magro — vários indivíduos difundem comentários ofensivos para aqueles que estão acima do peso. Por causa disso, as vítimas apresentam baixa autoestima e insegurança, o que faz com que elas comprometam a sua saúde, pois, muitas vezes, se apropriam de métodos de emagrecimento muito invasivos e sem o acompanhamento de um profissional da saúde.

Portanto, fica claro a importância da tomada de providências para atenuar, no Brasil, os problemas da obesidade e do sobrepeso. Destarte, o Ministério da Saúde deve oferecer meios para a população praticar exercícios físicos. Para isso, ele poderia, com o apoio de empresas privadas, construir academias gratuitas para a população, de modo a disponibilizar, em cada uma delas, profissionais de educação física para ensinar às pessoas a forma correta de praticar exercícios físicos. Por conseguinte, o número de pessoas acima do peso iria diminuir e, consequentemente, a saúde delas não seria afetada. Além disso, a mídia deve apresentar os diversos tipos de corpos nas publicidades, a fim de desfazer a ideia de um “corpo perfeito”. Com essas medidas em prática, os impactos gerados pela má alimentação oriunda da Segunda Guerra Mundial seriam amenizados.