Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/09/2019

“À Procura da Felicidade” é um dos diversos que filmes que se dispõem a retratar o mal-estar da vida urbana e seus problemas, dentre estes a falta de tempo para lazer, em razão da acelerada rotina. Dos frutos dessas adversidades, pode-se citar a obesidade, uma doença que, de acordo com a OMS, afeta um em cada oito adultos do globo em 2019, e, no Brasil, apresenta quadro semelhante. Sendo assim, é notável que a obesidade se tornou um grande empecilho na sociedade brasileira, e pode se manifestar tanto como problema de saúde pública, quanto como social, visto o preconceito sofrido por obesos.

Primeiramente, é importante salientar que a obesidade atua como um potencializador de doenças cardiovasculares, alterando a pressão arterial e a quantidade de colesterol no sangue. Nesse sentido, um hipotético aumento no número de obesos no Brasil, acarretaria em maiores gastos públicos na área da saúde, que sequer garante um atendimento de qualidade à demanda atual. Desta forma, a obesidade se mostra como uma problemática que deve ser tratada antes de sair do controle, sendo necessário um processo de reeducação alimentar, partindo da infância, já que esta doença não pode ser resolvida facilmente com medidas de curto prazo - o que prova, mais uma vez, a sua gravidade.

Além disso, é necessário frisar que a obesidade não é apenas um problema de saúde pública, ela também se apresenta como um problema social, afetando o psicológico do indivíduo que  a porta. Este cenário pode ser facilmente visto em redes sociais de celebridades consideradas acima do peso, que sofrem diariamente com comentários acerca de seu corpo. A normalização desse comportamento é extremamente preocupante, já que aqueles que estão acima do peso podem sofrer com problemas de autoestima, possibilitando quadros de sedentarismo, ansiedade, depressão, e no pior do casos, pode levar ao suicídio.

Em suma, fica explícita a necessidade de medidas que auxiliem as pessoas que sofrem com a obesidade e o sobrepeso, no que tange à educação alimentar. Desta forma, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, Esporte e Cultura, promova palestras comunitárias nas escolas, ministradas por nutricionistas e psicólogos, com intuito de incentivar a reeducação alimentar da sociedade brasileira, e orientar os jovens a não praticarem a gordofobia em nenhuma de suas formas, visando proteger os obesos de possíveis danos psicológicos. Somente assim, o cidadão urbano comum poderá se ver longe de tal doença, que pode ser tão problemática.