Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 21/09/2019
O armazenamento de gordura no corpo é uma estratégia biológica que possibilita o uso da mesma como energia em épocas de escassez de alimentos. No mundo atual, o ser humano, graças ao desenvolvimento da produção de alimentos, não tem tantas oportunidades para utilizar tal estratégia, mas o armazenamento de gordura continua, levando ao sobrepeso, obesidade, problemas de sáude e de relação no meio social. Este cenário é causado pela falta de educação alimentar infantil e a grande quantidade de “junk food”, expressão para comida barata e não saudável, disponível.
O público infantil é bombardeado pela quantidade de doces, salgados e refrigerantes, que atraem seu paladar, em lugares onde eles estão, como em cantinas de escolas. Este mesmo público não tem o conhecimento necessário dos problemas que estes alimentos causam para a sáude e, aliado a país não preocupados ou consientes da situação, chegam a um consumo exagerado destes alimentos. O cenário descrito é refletido em pesquisa da Vigitel divulgada pelo Minestério da Saúde: nos ultímos dez anos, a obesidade entre crianças teve um aumento de 110%, enquanto isso, os adultos se encontram 20% na categoria de obesos e 54% em sobrepeso. A falta de educação alimentar, além de levar a uma população que não se alimenta bem, leva à individúos que desrespeitam ao outro por sua condição física, como aponta pesquisa feita pelo IBOPE em 2017, onde 92% dos entrevistados disseram já terem praticado ou presenciado um ato de gordofobia.
Entretanto, a produção, comercialização e propaganda para alimentos industrializados pouco saudáveis só aumenta em comparação aos alimentos saudáveis. A facilidade de produção, baixo preço e bom sabor tornam os “fast foods”, alimentos industrializados de rápida produção, e os “junk foods” em alimentos que alcançam facilmente uma grande fatia da população. Estes alimentos, vilões em casas e estabelecimentos pelo mundo, estão ligados ao desenvolvimento do país, em locais onde o tempo para almoço é menor ou o dia de trabalho é mais corrido os restaurantes de “fast foods” serão mais procurados, desenvolvendo no governo um quadro de alarme publico para a sáude da sua população.
Sendo assim, a problématica descrita precisa ser resolvida. Em parceria com o Ministério da Sáude, o Ministério da Educação, inserindo na grade curricular do ensino fundamental o ensino e prática da educação alimentar, levaria ao conhecimento dos alunos sobre uma alimentação saudável e os benefícios para sua sáude, diminuindo o quadro de gordofobia e sobrepeso. O aumento de impostos sobre “fast foods” e a diminuição em frutas, verduras e legumes pelo governo possibilitaria que uma maior parte do povo brasileiro se alimentasse bem, evitando, assim, guardar energia para um periodo de escassez que não virá.