Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 22/09/2019
De acordo com o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, os preconceitos tem raízes mais profundas que os princípios. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão do preconceito sofrido por quem está lutando por uma vida saudável, mesmo acima do peso. Isso ocorre ora pelo padrão de beleza enraizado na sociedade, ora pela falta de apoio do governo na luta pela aceitação e luta contra a balança. Assim, há de ser analisado tais fatores a fim de que se possa liquidar esse problema, que assombra a população do século XXI.
Sob esse viés, pontua-se a enraização do preconceito como um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. De maneira análoga, a sociedade impõe que o indivíduo tenha um corpo definido e musculoso, repudiando a quem não tem esses padrões de beleza, com ataques gordofóbicos. Isso por que, desde a Grécia Antiga, as esculturas dos deuses eram feitas com músculos e bem definidas, o que, construiu um padrão de beleza que está na sociedade até hoje. Logo, a sociedade critica quem não segue esse padrão e , até mesmo, pode vir a fazer uso de medicamentos prejudiciais, como os esteroides anabolizantes, para ser aceito pela sociedade.
Do mesmo modo, destaca-se a falta de apoio do governo como um fator limitante para chegar a raiz do problema. Consoante ao filósofo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre pessoas de uma sociedade. Contrariamente, projetos de incentivo a vida saudável sem extremismo não encontram espaço e respaldo político necessário. Esse panorama se evidência, por exemplo, quando analisado a questão do abuso de medicamentos para emagrecer, que, de acordo com o portal de notícias G1, aumentou 40% no último século. Isso pois, o indivíduo é manipulado pela mídia e empresas de fármacos, ao inserirem a ideia de que a unica solução para perder peso é o excesso de remédios - essa manipulação agrava problemas de depressão e a não aceitação própria, por pessoas que não atingem esses objetivos-.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação proporcionem a criação de leis, que incluam no currículo escolar aulas de socialização, essas aulas vão ensinar a combater preconceitos - podendo ser ministrada por sociólogos e tendo como tema o combate a gordofobia, homofobia e todo tipo de discriminação. Aliado a isso, faz necessário a criação de um site voltado destruir padrões de beleza, com histórias como de atletas de levantamento de peso, que possuem um sobrepeso, mas continuam tendo uma vida saudável, além de receitas de dietas. Só assim, Maquavel estará errado e os preconceitos teram um fim.