Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 22/09/2019

A revolução industrial iniciada no século XVIII, foi responsável pelo início da era do consumismo. A partir daquela época, as pessoas passaram a consumir roupas e alimentos, por exemplo, mais do que precisavam. Atualmente, a consequência dessa situação que mais preocupa, é o aumento da taxa de obesidade e de excesso de peso. Ambos, por sua vez, abrem portas não apenas para o surgimento de outras doenças crônicas, mas também, são responsáveis por doenças psicológicas.

Nos dias de hoje, mais da metade da população brasileira sofre com o excesso de peso e, quase metade lida com a obesidade, segundo pesquisas do Ministério da Saúde. Além disso, de acordo com a Doutora Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade, a obesidade pode levar ao desenvolvimento de problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes tipo dois.

Ademais, problemas com o peso afetam o indivíduo quando se considera o preconceito que o mesmo sofre perante a sociedade. Ainda segundo a Doutora, a obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, o que acarreta na diminuição da autoestima e depressão. De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% das pessoas que procuram por um tratamento para emagrecer, apresentam algum grau de depressão.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para que a obesidade e o excesso de peso deixem de ser motivo de preconceito. O Ministério da Saúde, junto do Ministério da Educação, deve implementar palestras nas escolas referente a questão da obesidade. O objetivo dessas palestras será ensinar os alunos a respeitar e ajudar quem sofre com tal problema, além de ensina-los a como evitar essa situação. Elas serão realizadas duas vezes ao mês e abertas a comunidade, porém terão carácter obrigatório aos alunos matriculados nas escolas que sediarão o evento. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, em alguns anos a taxa de obesidade e o número de casos de depressão por causa dessa doença diminuirão.