Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 23/09/2019
O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 diz que " todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza". Entretanto, nota-se com muita frequência que pessoas com obesidade além de sofrerem na vida pessoal, afetiva e profissional passam por atos pejorativos de bullying. Sendo assim, percebe-se que o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil possui raízes amargas, seja pela saúde debilitada, seja pelo preconceito e gordofobia.
É preciso entender, primeiramente, que gordofobia é um neologismo para o comportamento de pessoas que julgam alguém inferior, desprezível ou repugnante por ser gordo. De certo, atos como depreciativos e injuriosos têm se mostrado constantes pois, atualmente não existe uma lei que se refira exatamente na defesa de pessoas injustiçadas pela sua condição física. Dessarte, é necessário que os órgãos responsáveis amparem estas pessoas que sofrem descaradamente agressões físicas e verbais.
Ainda convém lembrar, que outra problemática existente são os casos de saúde fraca. Sem dúvidas, o grande vilão é o LDL, mais conhecido como “o mal colesterol”, essa lipoproteína consumida em excesso acaba obstruindo os vasos sanguíneos e acarretando consequências irreversíveis como o enfarte agudo do miocárdio. Logo, são cruciais a intervenção da família em ajudar seus entes queridos e do Estado em promover campanhas midiáticas que auxiliem em uma alimentação saudável.
Fica evidente, portanto, que entre a saúde e o preconceito há entraves que precisam ser solucionados. Diante desse cenário, cabe à família de uma pessoa com sobrepeso acompanha-lo à um médico nutricionista, fazendo visitas periódicas e urge que se crie o abito de consumir alimentos saudáveis com a finalidade de perder o excesso do “colesterol vilão” e evitar futuros problemas de saúde. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Oscar Wilde: " O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação".