Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 23/09/2019

No período Renascentista os valores greco-romanos são destacados e a obesidade para esse grupo representava status, riqueza e ostentação, uma vez que apenas estava disponível apenas para uma parcela seleta da nobreza. Nesse viés, o valor atribuído a obesidade esteve em constante mudança e hodiernamente, com padrões de beleza exigidos na sociedade brasileira, os cidadãos com sobrepeso ou obesos sofrem preconceito, além disso em muitos casos a massa corpórea que excede o peso adequado para determinado corpo pode desencadear maiores problemas de saúde.

No âmbito social o preconceito em relação a obesidade e sobrepeso está diretamente interligada com os padrões estereotipados de beleza que exercem influência no conceito de beleza no Brasil. Isso pode ser observado por uma historia em quadrinhos lançada no Brasil, em 2019, denominada de “Duplo eu” que retrata a luta contra a obesidade e ao meso tempo que lida com a gordofobia diante do ideal imposto de ser magro a qualquer custo, pois de acordo com o Ibope a gordofobia está presente em 92% no cotidiano dos brasileiros. Desse modo, a discriminação pode causar problemas na saúde física e psicológica, visto que a busca pelo corpo magro pode desenvolver distúrbios alimentares como a bulimia e a anorexia, além da depressão está associada a insatisfação de não está na medida “ideal”.

Ademais, a obesidade também pode enfrentar desafios na saúde em geral, visto que o sobrepeso pode desenvolver doenças fisiológicas. Essa questão pode ser analisada pelo levantamento de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes e isso está associado ao sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada, em simultaneidade com o índice de obesidade e sobrepeso que obteve um aumento 67,8% de acordo com o Ministério da Saúde. Nesse sentido, o brasileiro que está acima do peso tem uma maior probabilidade de desenvolver patologias, mas isso não justifica que toda pessoa obesa ou com sobrepeso possui alguma doença.

Portanto, é necessário extinguir o preconceito em relação a obesidade e sobrepeso, bem como é válido que cada brasileiro possua sua estrutura física adequada ao seu próprio organismo para não prejudicar a saúde. Diante disso, o Ministério da Educação deve intervir nas escolas do Brasil, através de um projeto que esteja relacionado ao combate a gordofobia e que deve ser realizado, por meio de fóruns de discussão entre alunos e professores sobre a importância do amor próprio e desmistificação do corpo perfeito. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas nas praças públicas nas cidades do Brasil e em parceria com as prefeituras adequar um dia na semana que os profissionais da saúde, como por exemplo, educadores físicos e nutricionistas proporcionem para os cidadãos a pratica de exercícios físicos e que recebam o seu IMC, além de instruções sobre hábitos saudáveis.