Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 24/09/2019

Cogita-se com muita frequência, no Brasil, a respeito da saúde e o sedentarismo ligado ao preconceito com pessoas acima do peso. No entanto, mesmo com os alertas ao tecido social sobre a obesidade, o problema continua a crescer. Isso se evidencia tanto no descuido da população com a alimentação, como também na intolerância e discriminação com tais pessoas.

Em primeira instância, é importante ressaltar que os hábitos alimentares mudaram após as Revoluções Industriais no século XVIII. De acordo com Zygmunt Bauman, vive-se em uma sociedade líquida e fluida. Nesse contexto, as transformações ocorreram não só nas relações interpessoais, percebe-se também a falta de tempo para a alimentação, sendo os lanches rápidos e calóricos o subterfúgio no mundo contemporâneo. Por conseguinte, a vida acelerada e sem tempo, traz inúmeros prejuízos para a população, inclusive muitos indivíduos acabam usando remédios para emagrecer, e infelizmente, os hábitos alimentares continua. Tais malefícios causam hipertensão, diabetes, sobrepeso e dores articulares são frequentes e precisam ser resolvidos.

Ademais, convém relacionar ainda que além de lutar contra a balança, há os apelidos pejorativos que devem ser combatidos. Segundo a Constituição Brasileira de 1988, no artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sendo crime qualquer ato de intolerância. Porém, mesmo sendo assegurado ela lei, os casos de gordofobia cresce exponencialmente. Conforme o jornal O Globo, 92% dos brasileiros já presenciaram ou praticaram atos preconceituosos com as pessoas acima do peso. Torna-se notória, nesse contexto, a falta de respeito e educação em lidar com as diferenças, em consonância com a incapacidade de tentar ajudar os indivíduos a reverterem situações que não queriam passar, como a obesidade.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver os problemas relacionados a saúde e preconceito. Cabe ao Ministério da Educação juntamente com as escolas inserir na grade curricular disciplinas ligadas à educação alimentar, com a finalidade de ensinar as práticas saudáveis aos alunos, além de fornecer palestras para a família a fim de reeducá-los e evidenciar os malefícios dos alimentos processados e rápidos. Por fim, o Poder Judiciário deve punir de forma educativa aqueles que praticarem atos intolerantes e colocá-los para prestar trabalhos voluntários e ajudar os obesos com exercícios diários em praças de esporte. Assim, a geração futura não será intolerante e os impasses relacionados à saúde diminuirá.