Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 29/09/2019
Com o advento das revoluções industriais, houve melhoras em diversos setores na sociedade. Porém, dois problemas aumentaram o sobrepeso e a obesidade no Brasil - os alimentos ultraprocessados, conhecidos como “fast food”; e o sedentarismo, procedente da facilidade que a tecnologia acarretou. Sabe-se que tais fatores tem influência direta na má qualidade de vida desses indivíduos, seja por propiciar o surgimento de doenças graves, como também por atrapalhar seu convívio social - pelo preconceito, resultante do esteriótipo do corpo ideal que é propagado nas redes sociais.
Em contraste com a obesidade, o sobrepeso não está sempre ligado à aquisição de doenças. Porém, o excesso de gordura no corpo ocasiona complicações graves, como diabetes ou cardiopatia, que dificulta todas as atividades cotidianas, além de não haver adaptações para obesos na sociedade - visto que isso tornaria essa doença equivalente à deficientes, por exemplo. Apesar de já abranger 20% da população, segundo o ministério da saúde, não se vê a realização de medidas efetivas que mitiguem esse problema. Logo, a porcentagem tende a crescer, assim como a população doente, fisica e psicologicamente.
Analogamente ao ideal taylorista: “fazer mais em menos tempo”, se encontra a sociedade contemporânea. Tendo em vista que o passar do tempo e as tarefas cotidianas diminuíram a percepção do tempo, a prática de exercícios físicos deixa de ser prioridade, na maioria das vezes. Dessa forma, unindo sedentarismo ao consumo dos fast foods, tem-se uma sociedade cada vez mais acima do peso, seja propício a doenças, ou não. No momento em que o uso das redes se expandiu, expandiu-se também a padronização da beleza, que é pregado através de fotos e fórmulas que induzem a necessidade de estar no peso ideal. Todavia, além dos problemas psicológicos causados em quem não se insere nesse perfil, o que deveria ser focado na saúde, acaba por se tornar uma obsessão - que leva ao abuso de medicamentos para emagrecer.
Em suma, eis uma problemática que necessita ser solucionada. Portanto, o MS deve investir na realização de oficinas nas escolas, para ressaltar os problemas da obesidade e do sobrepeso na saúde. Da mesma forma, o ministério da educação precisa fundamentar a prática de exercícios físicos na grade escolar, assim como substituir alimentos gordurosos das cantinas por alimentos saudáveis. Unido à esses agentes, a mídia tem seu papel de mitigar o preconceito com tais indivíduos, iniciando hashtags contra a estereotipação do corpo ideal, a fim de se unir às pessoas e usufruir do que as revoluções trouxeram com sabedoria.