Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 24/09/2019

É possível afirmar que a obesidade no Brasil é fator de preocupação com a saúde pública. Isso se evidencia não só pelo avanço do marketing dos fast-foods e da indústria alimentícia, como também pela facilidade e instantaneidade que esses alimentos industrializados podem oferecer. Além disso, em um estado onde o bem-estar social é garantido constitucionalmente pelo artigo VI, deve-se assegurar a integridade da saúde de toda a população brasileira.

Com os avanços da globalização, as pessoas tornaram-se dependentes de refeições mais rápidas. Dados do El País mostram que cada brasileiro gastou, em 2014, em média, 250 reais em redes de fast-food, e o consumo continua aumentando a cada ano, o que preocupa bastante as autoridades médicas. Diante desse fato, percebe-se um cenário cada vez mais pessimista em relação à própria ação dos governantes quanto ao incentivo a compras de alimentos saudáveis com preços acessíveis.

Além desses fatos, a sociedade carece de tempo para fazer uma alimentação saudável. Dados do Exame apontam que cerca de 34% do que os brasileiros gastam com refeições é direcionado para serviços de alimentação rápida, padarias e lanchonetes, o que já equivale a quase 3% do PIB do Brasil. Nesse contexto, é evidente que a população está abandonando seu estado de higidez em função do tempo.

É necessário que haja, portanto, medidas na esfera municipal de todo o Brasil que desenvolva um cenário otimista em relação à obesidade e alimentação. Às secretarias de saúde de cada município cabe, por meio das escolas, desenvolver ações conjuntas com os alunos e responsáveis e professores com a promoção de um entendimento melhor acerca da busca por alimentos mais saudáveis e sua importância para o equilíbrio da nação, além de incentivar o consumo de produtos mais naturais. Tais critérios adotados irão melhorar muito a questão da obesidade e trará mais segurança no futuro.