Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 24/09/2019

O Estado de Bem-estar social, proposto por John Maynard Keynes, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e a eliminação do preconceito. Conquanto, no atual Brasil, a obesidade e a consecutiva gordofobia é uma realidade vigente. Outrossim, o paradoxo midiático e a negligência estatal com o preconceito intensificam a problemática. Logo, medidas são necessárias.

Primordialmente, é notável que a obesidade e o sobrepeso trata-se de estar acima do peso, sendo a obesidade uma doença crônica, por acarretar vários problemas de saúde, como diabetes e hipertensão. De acordo com o documentário “What the health”, tal condição deve-se à ascensão do capitalismo e da mídia, que para gerar lucro incentiva o consumo de alimentos não saudáveis ao mesmo tempo que exalta a estética magra. Em suma, a população encontra-se em um ciclo paradoxal.

Consequentemente, há uma negligência estatal em relação à gordofobia, isto é, preconceito direcionado à pessoas gordas. Conforme dados do IBOPE, 92% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram atos gordofóbicos, o que evidencia a falha do Estado de Bem-estar. Em síntese, o ideal de beleza construído gera o preconceito, que causa depressão e baixa auto-estima na população.

Infere-se, portanto, que para reverter essa situação, o Governo Federal aliada à OMS, deve criar uma lei que considere crime a gordofobia, especificamente. Ademais, precisa propagar campanhas midiáticas e escolares, que discutam sobre o preconceito, para então eliminá-lo. Por meio de investimentos governamentais e apoio populacional é possível. Assim, alcançar-se-á um real Brasil keynesiano.