Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Na Grécia antiga, o padrão de estética de pessoas acima do peso era idealizado pelos escultores da época, que tinham a visão de que esse modelo corporal era perfeito. No entanto, com o passar dos anos, vê-se que esse pensamento se modificou e, na atualidade, indivíduos com sobrepeso são tratadas como símbolo de despreocupados, além de trazer malefícios para a própria saúde. Isso traz diversas consequências, tais como: a disseminação de preconceito, além do desenvolvimento de doenças.

Nesse sentido, é válido destacar que a discriminação contra pessoas obesas faz com que elas tentem buscar a aprovação social a todo custo, por procedimentos estéticos bastante perigosos. A esse respeito, de acordo com o portal de notícias Estadão, mais de 60% das cirurgias realizadas em 2018 tinham fins estéticos. A partir desse fato, observa-se que esse povo tenta se adequar ao padrão imposto pela sociedade, através de procedimentos cirúrgicos que muitas vezes não funcionam de maneira eficaz. Diante disso, o corpo social é responsável por criar esse modelo corporal perfeito.

Além disso, cabe ressaltar que o acúmulo de gordura no organismo impacta diretamente no funcionamento das reações químicas dentro dele. Acerca dessa premissa, Segundo o médico Drauzio Varella, as placas de lipídeos têm a capacidade de ficar presas na corrente sanguínea e facilitar o surgimento de doenças como a arteriosclerose.  Nesse contexto, nota-se que o descuidado da população ameaça a própria saúde, pois o excesso de peso aumenta a chance de desenvolvimento de doenças. Desse modo, é essencial o tratamento contra esses problemas.

Portanto, medidas são necessárias para contornar os impactos da obesidade no Brasil. O Ministério da Saúde deve ampliar o conhecimento dos cidadãos sobre os prejuízos do sobrepeso, por meio  da criação de campanhas publicitárias, em que especialistas analisem a atuação da gordura no organismo, a fim de prevenir esse enfermo. Ademais, cabe ao Ministério da Educação desmitificar os modelos ideais de corpo impostos pela sociedade, por intermédio de discussões nas salas de aula, com a presença de aulas interdisciplinares entre educação física e biologia, com o objetivo de diminuir o preconceito existente. Com isso, a pátria educadora atenuará essa influência social iniciada desde o período da Grécia antiga.