Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/09/2019
No Brasil, um estudo produzido pelo Ministério da Saúde mostrou que 43,3% da população está com o peso acima dos níveis recomendados e outros 13%, obesos. Ademais, entidades de saúde alertam que se não houver uma mudança de rumo o país enfrentará um forte crescimento de doenças associadas à obesidade, tais como: diabetes, pressão arterial elevada, doenças de fígado. Além disso, não só a saúde é afetada, mas também a vida social, haja vista a taxa de discriminação pelo excesso de peso que é, atualmente, comparada à taxa de discriminação racial.
É de salientar que o homem moderno está “pagando as contas” pela facilidade de conseguir alimentos. Ou seja, a tendência ao consumo do fast-food representa uma série de doenças que comprometem a qualidade e a duração da vida. Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca essa tendência como um grande problema enfrentado pela Saúde Pública, uma vez que as pessoas estão ingerindo cada vez mais produtos calóricos e praticando cada vez menos exercícios físicos.
Conforme publicação da Revista Superinteressante, um terço das meninas brasileiras cursando o 9º ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, cerca de 60% já fazem dieta e a probabilidade de moças entre 15 e 24 anos morrerem de anorexia é 12 vezes maior de que por qualquer outra causa. Outrossim, em pleno século XXI, o preconceito permeia o cotidiano de indivíduos obesos. Tem-se, vergonhosamente, um nefasto padrão de beleza estabelecido pela sociedade, logo, para ser “bem visto” a pessoa deve ser magra e possuir corpo escultural.
Diante do exposto, a obesidade deve ser controlada por meio de ações políticas preventivas. Por conseguinte, medidas como: a regulamentação do marketing de alimentos e restrições na alimentação escolar devem ser adotadas pelo governo. E, sobretudo, programas educativos devem ser difundidos objetivando a conscientização de que a obesidade deve ser tradada sem preconceitos, afinal, quem está acima do peso não pode ser taxado, mas sim, tratado e protegido contra as desigualdades.