Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Segundo John Stuart Mill, “sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano”. Nessa perspectiva, o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil ganha notoriedade, uma vez que afeta física e psicologicamente os indivíduos. Nesse âmbito, o Ministério da Saúde divulgou que a obesidade está presente em aproximadamente 20% da população enquanto o sobrepeso em mais de 50%. Sendo assim, torna-se necessária a avaliação das causas e consequências desses males que assolam a sociedade brasileira.
De início, cabe pontuar que as principais causas, tanto do sobrepeso quanto da obesidade, são a má alimentação e a falta de atividade física. Nesse prisma, Epicuro, filósofo helenista, afirma que o ser humano deve buscar o prazer como caminho para a ataraxia - bem estar - porém, os prazeres não naturais devem ser evitados. Dessa forma, destaca-se a ação da mídia no que diz respeito ao “fast food” influenciando os consumidores a procurarem, em excesso, esses prazeres “não necessários” já ditos pelo filósofo. Em adição, o sedentarismo, principalmente em crianças e adolescentes, contribui para a intensificação do problema.
Indubitavelmente, tais fatores resultam em inúmeras consequências para os indivíduos e, dentre elas, enfatiza-se a gordofobia. Nesse sentido, Albert Einstein alega que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nessa esfera, o preconceito estético, advindo da ganha de peso, pode causar novas doenças como a bulimia e a depressão desencadeando na pessoa atos compulsórios em relação à alimentação colocando em risco sua saúde física e mental.
Destarte, é preciso atenuar o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com os municípios estimular a população na realização de exercícios físicos por meio da construção e aprimoramento de academias em espaços públicos sendo livres e gratuitas a todos. E, além disso, importa às escolas e à mídia o papel de incentivar a luta contra o sedentarismo e, também, o ensino alimentar por intermédio de melhorias nas aulas de educação física e, pelas propagandas, elucidar os males da má alimentação. Tais medidas irão garantir, na prática, o que foi instituído na Constituição de 1988, que diz que todos têm direito à saúde, mitigando o problema de forma plena e democrática.