Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Muito se discute acerca dos efeitos da má alimentação dos indivíduos na sociedade brasileira. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe aos elevados índices de obesidade e sobrepeso no Brasil. Tal discussão se relaciona aos riscos da obesidade à saúde pública e o preconceito enfrentado, diariamente, poe essas pessoas.
Essa problemática de caráter social, remonta a ação do capitalismo americano, durante o século XX, quando houve um desmedido aumento no número de obesos no Brasil. A racionalização da sociedade foi um estímulo para o padrão alimentar pouco saudável, que contribuiu para o aumento de casos de obesidade na população expondo-a a doenças cardiovasculares e diabetes. Tal fator é ratificado pela teoria da ‘‘McDonaldização’’, defendida pelo sociólogo George Ritzer, o qual aborda a metodização da sociedade, no espectro nutricional, dando relevo ao impacto da obesidade na saúde pública.
Somado a isso, as objeções enfrentadas, nos empregos, escolas e mídia, por pessoas obesas ou sobrepeso. Tal acontecimento foi corroborado no Congresso Nacional quando o deputado Kim Kataguiri se dirigiu à deputada Sâmia Bomfim como a ‘‘gorda do PSOL’’ durante uma sessão parlamentar, utilizando desse preconceito explícito como alegação de oposição de ideias. Ademais, tendo em vista a obesidade como um fator de risco à saúde pública, a divergência ao preconceito deve-se transcorrer à obesidade, como ameaça à saúde.
Com o intuito de reduzir os efeitos da má alimentação na sociedade, é adequado que haja um equilíbrio nutricional homogêneo na comunidade. Essa finalidade pode ser obtida por meio de campanhas, lúdicas e conscientizadoras, promovidas pelo Poder Público, por meio do Ministério da Saúde em parceria com o terceiro setor, na mídia, escolas e empresas, com o objetivo de expandir o entendimento acerca da saúde pública e reduzir os casos de preconceito contra obesos na sociedade.