Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 25/09/2019
No mundo capitalista o lucro tornou-se mais importante do que os valores éticos e morais, afirmou o sociólogo Karl Marx. Sob essa perspectiva, a mudança da mentalidade proporcionou a formulação de uma dualidade na sociedade contemporânea, a qual os indivíduos buscam romper os padrões acerca do sobrepeso e ao mesmo tempo o preconceito diante a obesidade, causando debates perante o limite entre a saúde e estética. Dessa forma, as indústrias de alimentos e cosméticos colocam como pilar as vendas baseadas na forte propaganda, deixando em segundo plano o bem-estar do consumidor.
Mormente, no século XX, a Indústria de cultura de massa surgiu para homogenizar os padrões de consumo da sociedade vigente, promovendo a exclusão dos indivíduos que não seguem os paradigmas das massas. Sendo assim, com o objetivo de romper o modelo estético, foi criado a categoria Plus Size - pessoas que vestem acima do número 44- a qual evidencia o sobrepeso como um modo de vida, influenciando a questão da qualidade de vida. Consequentemente, a alimentação baseada em produtos industrializados e ausência de atividades físicas acarretam no acúmulo de gordura acima do ideal, tornando um caso de saúde pública, devido ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como hipertensão e derrame cerebral.
Ademais, a obesidade é uma problemática crescente no cenário brasileiro, conforme dados da Organização Mundial de Saúde, mais da metade da população encontra-se no quadro do peso acima do ideal, revelando a gravidade para sociedade. Segundo o geógrafo Milton Santos: Sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não uni seus membros. Desse modo,ainda há o preconceito enraizado com indivíduos cujo não seguem o arquétipo considerado ideal, pois é idealizado que saúde está ligada a questão da magreza. Logo, para se encaixar nos padrões impostos, os cidadãos acabam procurando procedimentos perigosos, esquecendo da qualidade de vida.
Dessarte, o problema da obesidade e sobrepeso são crescente no Brasil, causando debates acerca do bem-estar e o preconceito. Diante disso, o Ministério da Educação em parceria do Ministério da Saúde devem promover a elaboração de um plano emergencial contra o aumento de peso da população, por meio do investimento em educadores físicos e nutricionistas, os quais atentam em postos de saúde e em locais de grande movimentação, como praças públicas, realizando consultas e a recitação de dietas simples. Outrossim, proporcionar a prática de aulas de dança, além de intensificar a instalação de aparelhos de exercícios nos locais públicos de caminhadas. Por fim, essas medidas têm a finalidade de garantir aos brasileiros melhor qualidade de vida e evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.