Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 27/09/2019

Diferente das demais formas de preconceito feitas pelos mais diversos setores da sociedade, o que é exercito sob o obeso sempre se faz explícito e mais perceptível. A sociedade não teme em mostrar suas mazelas quando se trata da minoria acima do peso e essa causa é amplificada por fatores como a falta de empatia ou educação de tolerância que deveria ser dada nas escolas ou até mesmo por uma carência dos órgãos públicos em oferecer uma forma de amparo para os necessitados por meio de direitos e deveres voltados a diminuir e extinguir tais males.

Apesar de ser um país que diz lutar contra os preconceitos, o Brasil não tem qualquer medida socioeducativa para auxiliar no fim da gordofobia presente na sociedade. Isso é visto quando se analisa a Base Nacional Comum que diz respeito as habilidades e competências que um jovem precisa desenvolver durante sua educação e é perceptível que em momento algum é ensinado ou sequer preterido que os estudantes tenham a capacidade de fazer uma análise sobre sua situação e saúde, o que poderia diminuir os casos de obesidade ou simplesmente o sobrepeso na sociedade, e também é percebida a falta de interesse no ensino sobre o tratamento de pessoas que estão em minorias delicadas como os obesos. Tal fato demonstra que a obesidade no país é um problema estrutural que necessita ser cortado pela raiz entregando diversas formas de conhecimento as pessoas para se evitar importuno.

Mas a análise dos desafios que um obeso passa não é restrita a uma questão meramente educacional já que atualmente o problema existe e muitas das vezes precisa de intervenção estatal maior. Afinal quando se trata da população que já passou pelo processo de aprendizado nas escolas e até mesmo locais de ensino superior é mais complexo falar de uma forma de fazê-los serem tolerantes, ou seja, nesse momento o Estado precisa criar mecanismo, seja por ouvidorias ou até mesmo leis que protejam os afetados, mas isso não ocorre, o que revela mais uma vez a falta de um olhar especial aos potenciais e aos doentes. Entender que centros de tratamento não são apenas físicos e muitas vezes as pessoas precisam ser escutadas até mesmo para que tenham um tratamento melhor é um grande e importante passo para a melhora na qualidade de vida dos mesmos.

Portanto é crucial que ações sejam feitas para que os enfrentamentos na aceitação e tratamento da obesidade e sobrepeso sejam melhores na sociedade. Cabe ao MEC criar projetos em escolas e centros, sejam eles públicos ou particulares, por meio de palestras, panfletagens e rodas de conversa com especialistas na área visando aumentar o engajamento da população obesa em esquemas que incentivem seu tratamento e a aceitação na sociedade. Ao Poder Executivo cabe a criação de ouvidorias para analisar as informações sobre o preconceito com a classe e tomar medidas plausíveis.