Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/09/2019
Sociedade (In) justa
O terceiro artigo da carta magna brasileira visa uma sociedade justa e solidária. Contudo, a escassez da saúde pública releva um panorama contrário a esse artigo, por tratar algumas doenças de forma injusta, como a obesidade, que é alvo de preconceito pelo Estado e pela sociedade. Nesse sentido, convêm analisarmos essa inaceitável condição.
Inicialmente, um entrave é o pensamento retrógrado de parte da população, que definiu os obesos como preguiçosos, sendo esse esteriótipo um obstáculo no combate a obesidade, que atingiu 20% da população em 2018, segundo dados da Vigitel. Todavia, essa doença pode ter sido hereditária, ocasionando a obesidade infantil, que também é um grave problema na saúde pública.
Além disso, a gordofobia, preconceito e aversão a gordos, é constante na vida das pessoas com sobrepeso, que geralmente apresentam boas condições de saúde e são excluídos por não se encaixarem no esteriótipo da sociedade. Segundo Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto. Essa frase do filósofo alemão revela que, enquanto o ministério da saúde não tratar a questão da obesidade como doença, sempre irá ocorrer a gordofobia.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário a implantação de propagandas institucionais ratificando a importância do respeito ao problema da obesidade e combate a mesma, a fim de acabar com essa questão de gordofobia e também lutar contra a obesidade, para que o a sociedade brasileira se torne justa e solidária.