Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/09/2019
Na atualidade, a quantidade de pessoas que tem sobrepeso e obesidade aumentou consideravelmente; já que, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crónicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 54% da população está acima de peso e 18,9% tem obesidade. Ao mesmo tempo, isso aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, entre outras. Nessa perspectiva, evidencia-se um grave problema que precisa ser solucionado no menor tempo possível, para que não afete a mais pessoas.
Nesse contexto, os principais causantes do aumento de peso excessivo são: maus hábitos alimentares; como consumo excessivo de ultra processados, sedentarismo, ansiedade, genética e doenças; como hipotireoidismo, e má informação dos componentes dos produtos consumidos, já que geralmente acredita-se erroneamente que certos produtos são naturais e saudáveis, quando não é assim. Mesmo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de ultra processados cresceu em mais 50%, e uma causa desse aumento pode ser o seu baixo preço e a sua praticidade para ser consumida, já que atualmente, as pessoas ocupam mais seu tempo no trabalho, deixando de lado o interesse pela qualidade da sua alimentação.
Além disso, a sociedade brasileira é gordofóbica; já que, atua de maneira preconceituosa, estereotipada e excluente contra pessoas com obesidade, sem pensar no dano psicológico que causam e julgando o peso das pessoas sem conhecer os verdadeiros fatores causantes da sua situação. No entanto, ainda não há proteção legal ou qualquer mecanismo de defesa aos vexames sofridos pelo obeso diariamente. Um estudo realizado pela Universidade de Manchester e Monash constatou níveis significativos de discriminação contra pessoas gordas no trabalho; o que, demostra que o preconceito ainda existe.
Infere-se, portanto, que há entraves para fazer frente a esta questão, para isso o Estado junto com Ministério da Saúde, deve realizar campanhas que difundam os benefícios da prática de esporte e bons hábitos alimentares, assim como, a não discriminação contra os obesos, através dos meios de comunicação. Também, fomentar o esporte, mediante a organização de eventos esportivos e o aumento das horas de educação física nas escolas. Além disso, o Estado deve exigir às empresas de alimentos, brindar informação clara e verdadeira dos ingredientes, para o fácil entendimento das pessoas. Somente assim, poderá se melhorar os hábitos da população.