Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 29/09/2019
Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) implantou a Declaração Universal dos Direitos Humanos que objetiva, entre outras coisas, assegurar o direito à saúde, ao respeito e ao bem-estar social a todos. Entretanto, no Brasil, percebe-se que esses direitos são feridos, uma vez que há muitos casos de preconceito e desrespeito com os obesos e indivíduos em sobrepeso - cerca de um quinto da população e mais da metade dela, respectivamente, segundo o Ministério da Saúde. Isso porque, além de uma formação escolar deficitária, há também uma falta de atuação mais concisa e eficaz por parte do Governo e seus ministérios.
Convém destacar, a princípio, que compete à escola formar cidadãos aptos para viver em sociedade. No entanto, nota-se que ela falha em educar alunos conscientes tanto em relação à alimentação saudável quanto para a vida em grupo livre de preconceitos. Isso porque falta incentivo ao esporte, apoio à dieta controlada, acompanhamento psicológico e palestras lúdicas a respeito da temática. Dessa forma, há a manutenção da obesidade em conjunto com práticas de bullying que atingem até mesmo as empresas na hora de contratar, segundo o G1 (portal de notícias da Globo).
Além disso, aponta-se que - de acordo com a Constituição de 1988 - compete ao Estado e seus ministérios a resolução de tal problemática. No entanto, o Ministério da Saúde carece de medidas eficazes em relação à promoção e incentivo de atividades físicas e assistência nutricional aos brasileiros. Dessa forma, embora tenha implantado medidas de combate, como academias ao ar livre e incentivado o consumo alimentar consciente, não conseguiu reduzir a taxa de obesidade no país - que cresce principalmente entre os adultos. Isso denuncia a falta de eficácia do Governo em garantir aos cidadãos os direitos assegurados em 1948.
Infere-se, portanto, que - na demanda de reduzir a taxa de obesidade e do sobrepeso no Brasil - o Poder Executivo em conjunto com o Ministério da Educação devem promover palestras educativas sobre alimentação e preconceito e incentivar a prática de atividades físicas aos alunos e à comunidade, por meio de verbas destinadas à elaboração de competições esportivas. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve auxiliar os indivíduos a obterem uma vida saudável por meio de apoio psicológico e nutricional, com vistas à redução da porcentagem de pessoas acima do peso, deve ainda promover propagandas elucidativas a respeito do assunto a fim de alcançar um número maior de brasileiros.