Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 30/09/2019

Nada é permanente, salvo a mudança. Segundo Heráclito de Éfeso, filósofo, uma situação nunca será irreversível se for tomada a devida atitude. No entanto, esse não é o atual caso do Brasil, o país sofre com obesidade em sua população em decorrer do aumento de pessoas obesas e com advento da chamada gordofobia.

Atualmente aproximadamente 20% da população sofre com de obesidade ou sobrepeso, ocorreu um aumento de 11,8% para 19,8% entre os anos de 2006 a 2018, de acordo com o Ministério da Saúde. Esse aumento decorreu principalmente do surgimento e crescimento dos alimentos ultra-processados como os servidos em fast foods, que se tornou um dos principais insumos alimentícios na dieta do cidadão brasileiro. Essa condição de saúde ainda traz consigo a propensão a contrair doenças como diabetes, hipertensão, e doenças cardiovasculares, além de aumentar as chances de adquirir outros tipos de enfermidades mais facilmente. Situação onde não se há mobilidade significativa que possa gerar alguma mudança.

Com o crescimento de pautas identitárias, a gordofobia ganhou força com o passar dos anos, o que acabou incentivando a criação de movimentos que reivindicam o fim da opressão e preconceito contra os gordos. Os movimentos de aceitação das pessoas gordas e os ativistas mais radicais, que se organizam principalmente por meio de mídias sociais, tratam a o excesso de peso como identidade. Entretanto, a corpulência é uma doença que vem acompanhada de inúmeros riscos à saúde. Demonstrando não haver mudanças no que diz respeito à essas pessoas.

Sendo assim, com a situação vivenciada são necessárias mudanças, o governo brasileiro e Ministério da saúde precisam advertir, criar campanhas através das mídias sociais, que possam demonstrar os riscos à saúde trazidos com o sobrepeso, e também mostrar que não deve ser encarado e protegido como identidade e estilo de vida, justamente pelos malefícios ao bem-estar das pessoas. Portanto, atitudes necessárias para uma mudança, de acordo com o pensamento do filósofo.