Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 30/09/2019

O fime Wall E, dos estúdios Disney, apresenta uma perspectiva pessimista, porém, realista a respeito do futuro padrão corporal humano, o qual segundo a obra tende a ficar com peso médio cada vez maior. De certo, essa previsão de futuro pode não estar distante, uma vez que o número de obesos vem em uma crescente, não só no Brasil mas no mundo. Inquestionavelmente, o crescimento dessa taxa é preocupante para a nação brasileira, pois além de aumentar os casos de doenças crônicas, também tem afetado em especial as crianças. Desse modo deve ser combatido.

Primeiramente, com relação ao aumento de doenças crônicas, é preciso levar em conta a mudança de hábito alimentar do brasileiro, que têm consumido mais alimentos ultraprocessados, os quais tem grandes quantidades de açucares e baixo valor nutricional, fato que colabora para o sobrepeso. Dessa forma, graças a isso, aumentam os casos de diabetes e hipertensão, que segundo o Ministério de Saúde (MS), entre 2008 e 2018 - houve uma aumento de 1000% no acesso a medicamentos para diabetes. Percebe-se, esse aumento à medida que a obesidade avança no Brasil, porém isso pode levar a uma sobrecarga do SUS, então precisa-se de investimento em prevenção.

Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) - a obesidade já é o maior problema crônico entre crianças. No entanto, para além das doenças que o sobrepeso pode causar na infância, como o colesterol alto, tem-se também a dificuldade com relação ao bullying sofrido, principalmente nas escolas. Diante disso, uma matéria da Revista Exame mostra que, a obesidade infantil está ligada principalmente ao sedentarismo, onde muitas vezes por falta de espaço ou segurança, os pais optam por deixar seus filhos em casa a maior parte do tempo, de modo a restringir a prática de atividade física, que é crucial para um desenvolvimento saudável.

É necessário, portanto, mudar a realidade da saúde no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde trabalhar para mudar o hábito da população, por meio de investimento em propaganda sobre os malefícios de uma dieta desequilibrada, e ainda disponibilizar maior efetivo de profissionais de nutrição nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com intuito de diminuir a incidência de doenças ligadas a obesidade. Ademais cabe ao MS em parceria com o Ministério da Educação, mudar a realidade do sedentarismo das crianças, por intermédio de investimentos em espaços para prática de exercícios nas escolas, como: quadras, campos, pistas de corrida, além de aumentar a atuação de professores de educação física, com objetivo de gerar mais saúde na infância.