Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2019
O filme “O Professor Aloprado”, da década de 1996, retrata a vida do cientista Sherman, que é constantemente ridicularizado por causa do seu sobrepeso. Fora da ficção, é notório a semelhança do longa com a realidade, uma vez que esse mesmo preconceito estereotipado está presente na sociedade brasileira com pessoas acima do peso. Dessa forma, é necessário entender os fatores motivadores que auxiliam a permanência da obesidade e do sobrepeso no Brasil para combatê-los.
Em primeiro plano, é importante destacar a ameaça que o sobrepeso é para saúde. Sob essa ótica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% das pessoas no mundo são sedentárias. Dentro desse contexto, o número de hipertensos, diabéticos e cardiopatas cresce dentro de hospitais. Nesse sentido, a falta de atividades físicas atreladas a má alimentação, baseada em “Fast Foods, geram um quadro quadro cada vez mais preocupante de pessoas acima do peso.
Outrossim, vale ressaltar que indivíduos com excesso de peso na sociedade brasileira são vítimas diariamente de preconceitos e atos intolerantes. Nessa perspectiva, segundo um estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP), preconceito sofrido por mulheres obesas é um dos principais motivos que as levam a realizar uma cirurgia bariátrica. Em suma, piadas gordofóbicas no meio social, a padronização corporal, e falta de estrutura para amparar pessoas obesas -como assentos em aviões-são alguns dos fatores que influenciam diretamente para descriminalização desses indivíduos, sendo necessárias ações efetivas para desconstruir essa conjuntura.
Entende-se, por conseguinte, que mudar o panorama da problemática é imprescindível. Para tanto, urge uma parceria entre governo, ambientes educacionais e mídia, na qual esta, por meio de programas como “Bem Estar” e “Fantástico”, deve orientar e informar a população sobre a má alimentação e o sedentarismo e seus riscos, alertando para a necessidade da prática de atividades física e alimentação saudável. Concomitante, em conjunto com as Escolas, o Ministério da Educação deve promover palestras e peças teatrais a fim de conscientizar os alunos sobre os impactos de práticas preconceituosas na vida dos indivíduos, para que, assim, ridicularizações ocorridas com o professor Sherman fique apenas nas telas.