Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2019
O metabolismo pode ser metaforizado como uma balança, em que há o consumo energético de um lado e do outro o gasto desse. Nesse sentido, quando esse equilíbrio é prejudicado um indivíduo pode acumular gorduras, deixando-o obeso. Por esse motivo, devem-se analisar alguns fatores, que podem variar entre o excesso da alimentação e o deficit de exercícios.
Em primeiro lugar, o Brasil, a partir da década de 90, com a criação da nova moeda, o real, tornou-se um país com uma forte economia. Logo, aumentou-se o poder aquisitivo dos habitantes, inclusive no quesito alimentação. Visto que, como aponta a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “A vantagem humana”, o ato de cozinhar garantiu o desenvolvimento do cérebro humano pelo aumento de calorias ingeridas. Contudo, o volume alimentar se tornou cada vez menor, um dos motivos é a Revolução Industrial que iniciou o processo de produção em massa de produtos, inclusive alimentícios, o que também ajudou em seu consumo.
Outro ponto a ser analisado é a falta de exercícios do século XXI. Assim, um dos fatores que evidenciam esse processo é o aumento tecnológico. Um exemplo é a televisão, em que no início da distribuição do aparelho a mudança de canais era feita caminhando até o eletrodoméstico, mas agora pode ser feito sem se levantar, por intermédio de um controle remoto. Outrossim, é o advento dos vídeo-games em todas as residências brasileiras. Desse modo, o conjunto fatal do consumo excessivo de alimentos com o tempo sentado se torna, inclusive, um desafio para saúde pública. Ainda, pessoas obesas e sedentárias tendem a desenvolver doenças, tais como diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão. O que, por sua vez, aumentam os gastos públicos para o tratamento dos brasileiros com essas patologias.
Urge, portanto, medidas para minimizar esse quadro de saúde pública. Dessa maneira, uma reeducação alimentar em jovens é necessária. Imediatamente, uma parceria entre as Secretarias da Saúde, de todos os municípios do país, e as escolas públicas deve ser feita. Por conseguinte, palestras serão ministradas, para os alunos do ensino fundamental, por nutricionistas, os quais irão falar sobre alimentação saudável, com mais legumes e frutas. Além do mais, educadores físicos irão, semanalmente, realizar interações didáticas aos alunos, com a finalidade de ensinar técnicas para se manter mais ativo durante o dia a dia. Por fim, por meio dessas medidas, a balança energética pode se tornar equilibrada, juntamente com os gastos públicos voltados para a saúde.