Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Segundo Bernard Shaw, ‘‘Ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família’’, não se aplica ao Brasil, pois pessoas obesas além de sofrerem com as doenças associadas, sofrem também com o preconceito e o bullying. Dessa forma, cabe analisar as causas e consequências que acarretaram o aumento do peso da população brasileira elevando, assim, o número de obesos no Brasil.
Em primeira análise, a Revolução Industrial trouxe incontestáveis avanços para a humanidade, porém veio acompanhada com alguns ônus, como a produção de alimentos ultraprocessados em larga escala e o aumento do sedentarismo associado a uma maior automação das máquinas. Nesse contexto, o trabalho deixara de ser mais braçal e passara a ser mais intelectual, com longas jornadas de trabalho que dificultavam a boa alimentação, acarretando no aumento do peso da população. Atualmente, tal cenário se intensificara muito e afetou várias partes do mundo, inclusive o Brasil, em que 1 a cada 5 pessoas é obesa, segundo dados da Agência Brasil.
Em segunda análise, em consequência dos fatos anteriormente citados, o aumento do sobrepeso e da obesidade se tornam uma realidade a ser combatida. Nesse ínterim, dietas super calóricas desprovidas de exercícios físicos contribuem para a obesidade no país. Além disso, há o aparecimento de doenças associadas ao aumento de peso que variam de indivíduo a outro, como diabetes, problemas ortopédicos, hipertensão e até cânceres. Segundo Hipócrates, pai da medicina, acreditava ser indispensável a atividade física aliada a uma dieta adequada para o equilíbrio do corpo, comprovando, assim, a grande importância de uma boa alimentação associada a atividades físicas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para reverter tal situação no Brasil ,fornecendo uma vida mais digna as pessoas obesas ou com sobrepeso no país. Desse modo, cabe ao Estado junto à mídia, divulgarem o Guia de alimentação da população brasileira, por meio de propagandas na TV, rádio e internet, para que pessoas que não tenham as devidas condições de acesso a nutricionistas poderem guiar-se em direção a uma alimentação mais saudável e equilibrada, evitando a ingestão de alimentos hipercalóricos com baixo teor nutricional. Ademais, a sociedade junto às instituições de ensino, devem promover atividades lúdicas, jogos educativos, gincanas que atraiam a atenção das crianças e adolescentes, tirando-os do sedentarismo, pois uma boa dieta associada a exercícios físicos melhoraria não só a saúde, mas também a autoestima da população.