Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2019
No filme “Um espião e meio”, o protagonista de Dwayne Johnson é exposto nu na quadra esportiva por seus colegas, que o maltratam por ser gordo. Apesar de fictício, o preconceito movido pela obesidade e o sobrepeso são presentes de fato, afetando a saúde mental e fisica. Logo, é necessária a mudança de visão social frente a essa problemática.
Primeiramente, dilemas pessoais afetam o corpo. Como ilustrado em “Vingadores: Ultimato”, no qual o personagem Thor engorda após o trauma de não ter protegido seus amigos e a metade da vida do universo. Assim, com a mentalidade afetada e comentários rudes acerca do corpo, o indivíduo pode vir a apresentar quadros de baixa autoestima devido a pressão social para manter-se magro, isolando-se da comunidade.
Ademais, o sedentarismo comum a quase 50% da população brasileira - segundo dados da Organização Mundial da Saúde em 2018 - colabora para o distúrbio de peso. Assim, em mundo líquido - aos moldes de Bauman - no qual as pessoas não tem tempo para cuidados consigo, é natural escolher medidas rápidas de emagrecimento como bulimia ou drogas termogênicas, entretanto, sem o acompanhamento devido, a pessoa tende a deficiências nutritivas que afetam sua homeostase.
Nesse contexto, visando alterar o comportamento da sociedade, é imperioso que o Ministério da Saúde por meio de uma campanha nacional de combate a obesidade - utilizando a rede do Sistema Único de Saúde - ofereça, então, acompanhamento de nutricionistas, endocrinologistas e psicólogos que lidem com a alimentação, homeostase e a psique dos portadores de sobrepeso e obesidade. Bem como, utilizar as redes sociais que apresentem vídeos promovendo atos construtivos - e não o preconceito - com os indivíduos acima do peso. Dessa forma, com tais medidas, a saúde corporal será estimulada e as injúrias diminuídas.