Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 03/10/2019
A Primeira Revolução Agrícola ocorreu no período neolítico. Nessa época da história, os homens migraram do sistema de caça e coleta para a agricultura. Em contrapartida, a Segunda Revolução Agrícola, que se passa entre os séculos 18 e 19, incrementa-se tecnologias às técnicas até então aplicadas. Com esses aperfeiçoamentos, houve melhor produtividade no cultivo de grãos e uma predisposição para o sedentarismo. Nessa perspectiva, aumenta-se a comodidade da população, e, também, a facilidade para incorporar o quadro do sobrepeso no Brasil. As dificuldades hodiernas, contudo, enfrentadas por essa parcela populacional estão, além do desgaste físico, no ambiente social, por meio de preconceitos velados.
A priori, é imperioso destacar que a qualidade de vida da população está diretamente vinculada com relações interpessoais benéficas e o bem-estar físico e emocional. Isso porque, mediante o diálogo entre indivíduos, o esclarecimento de ideias e a completude emocional geram o conceito de ‘‘ser humano’’. Embora esses aspectos positivos, o relacionamento preconceituoso, por exemplo com indivíduos obesos, inverte o quadro da dignidade e do respeito, pois provoca distúrbios psicológicos e amedronta, de certa forma, o convívio social dessas pessoas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 53% dos brasileiros estão com excesso de peso. Desse modo, mais da metade da população enfrenta, além de empecilhos físicos, entraves grupais e, logo, dever haver alguma solução.
Da mesma maneira, é imperativo pontuar que o preconceito com indivíduos com sobrepeso desenvolve, ainda, um déficit para a saúde de modo geral. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao se observar a perseguição da sociedade, de forma a vigiar, discriminar e ironizar, pelas pessoas obesas, sendo que estas se sentem cada vez mais culpadas pela sua forma biológica e acabam, muitas vezes, se autos sabotando, por meio de pensamentos negativos de si próprio, fato que desencadeia ausência do bem-estar físico e emocional.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o preconceito para com pessoas com sobrepeso, a fim de minimizar as dificuldades já enfrentadas por essa população. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde - ramo do Estado responsável por melhorar a qualidade de vida do brasileiro - inserir nas escolas campanhas de integração entre diferenças sociais, seja física ou cultural, para que as crianças, desde a tenra idade, saibam respeitar os direitos civis de todos, indiscriminadamente. Além disso, a escola, juntamente com a família, deve promover espaços culturais para debates, a fim de esclarecer a importância de todos como agentes da comunidade. Só assim o preconceito abrirá espaço para uma vida mais leve.